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sábado, 26 de setembro de 2026

Defesa alega problemas de saúde, mas delegado continuará preso

Hoffman D’Ávila relatou problemas cardíacos e ansiedade durante audiência de custódia; advogados pretendem pedir a revogação da prisão

O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa deixou o Fórum de Campo Grande por volta das 9h deste sábado (26), em uma viatura da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, após passar por audiência de custódia. Ele foi encaminhado à sede da Garras, onde está detido.

Hoffman chegou ao fórum por volta das 7h20, e a audiência começou às 8h34. Acompanhado pelos advogados Amilton Ferreira e José Roberto Rosa, o delegado relatou ter problemas cardíacos e de ansiedade. A audiência de custódia examina as circunstâncias da prisão; as informações divulgadas até o momento não detalham a decisão tomada na sessão.

Ao Campo Grande News, Amilton Ferreira disse que a defesa recebeu acesso aos autos na noite de sexta-feira (25), mas ainda precisa analisar os documentos. Os advogados pretendem apresentar um pedido de revogação da prisão na próxima semana.

Também passaram por audiência neste sábado os investigadores Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Marcos André Santos Chaves. Eles são alvos de mandados de prisão da Operação Infiltrados, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A operação foi deflagrada na quinta-feira (24) para cumprir 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a investigação começou em outubro de 2025 e apura a participação de policiais em um esquema de desvio de drogas apreendidas, especialmente cocaína. Hoffman é apontado pelos investigadores como líder do grupo.

O afastamento compulsório dos servidores investigados foi publicado na sexta-feira. A medida prevê o recolhimento de carteiras funcionais, armas e bens públicos, além da suspensão do acesso aos sistemas da Polícia Civil. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que os servidores também responderão a processos administrativos disciplinares.

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