A sentença, proferida pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 1ª Vara Criminal de Dourados, condenou nove réus. Segundo a decisão, o grupo atuou entre 2010 e 2018 para direcionar contratações, simular concorrência e garantir contratos mediante vantagens indevidas.
Idenor recebeu pena de 12 anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado. O assessor Alexsandro Oliveria foi condenado a 15 anos e oito meses, também no fechado.
Denis da Maia e Jailson Coutinho receberam sete anos em regime fechado. Patrícia Guirandelli foi sentenciada a sete anos no semiaberto; Franciele Aparecida, a seis anos e quatro meses; e Karina Alves, a seis anos e três meses, no mesmo regime. Alexandre Zamboni recebeu dois anos e três meses em regime aberto, e Uglaybe Fernadnes, dois anos e sete meses, também no aberto.
De acordo com o MPMS, documentos apreendidos, relatórios da Controladoria-Geral da União, registros financeiros, mensagens, depoimentos e informações de colaboração premiada comprovaram a atuação conjunta de agentes públicos e particulares. As apurações também apontaram crimes relacionados a fraudes licitatórias, corrupção, peculato e organização criminosa.
Na mesma ação, foram absolvidos o vereador Pedro Alves de Lima, o Pedro Pepa, os ex-vereadores Dirceu Aparecido Longhi e Cirilo Ramão Ruis Cardoso, o ex-servidor Amilton Salina e o empresário e contador Cleiton Gomes Teodoro.
Deflagrada em dezembro de 2018 pelo MPMS, por meio do GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em conjunto com a Polícia Civil, a Operação Cifra Negra teve origem em informações de investigações anteriores. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e outras medidas cautelares. O processo tramita em segredo de justiça.

