25.7 C
Dourados
quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Paciente denuncia truculência de guardas ao procurar atendimento em UPA

Jovem afirma que deixou unidade sem ser assistido e acusa agentes de agredirem seu irmão e sua mãe

Autônomo de 29 anos procurou a Corregedoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para denunciar suposta abordagem violenta de agentes de segurança na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Segundo ele, a confusão começou depois que procurou atendimento médico por causa de ferimento no braço, mas acabou deixando a unidade sem receber assistência. O rapaz acusa os guardas de agredirem seu irmão e sua mãe. A prefeitura apresenta uma versão diferente e afirma que os agentes foram agredidos.

Morador do Coronel Antonino, o jovem, que tem medo de se identificar, conta que chegou à unidade de saúde por volta de 0h10. Segundo seu relato, o local estava praticamente vazio e ele era o único paciente na recepção naquele momento.

Ele afirma que um guarda municipal estava discutindo com alguém pelo telefone e teria interpretado equivocadamente a situação, acreditando que o paciente estava brigando com funcionários da recepção. Conforme a denúncia, o agente iniciou a abordagem sem antes perguntar o que estava acontecendo.

O autônomo sustenta que não conseguiu receber atendimento médico e acabou deixando a unidade correndo, ainda com o braço machucado. Durante a confusão, segundo ele, os guardas abordaram seu irmão, que teria sido derrubado no chão.

O rapaz registrou parte da ocorrência em vídeos. Nas imagens, ele relata que os agentes estariam utilizando força contra seus familiares e menciona até disparos de munição de borracha. "Eu vim no posto para ser atendido e eles estão dando um tiro de borracha e estão batendo no meu irmão", afirma durante uma das gravações.

Em outro momento, o jovem reclama de ter precisado sair da unidade sem atendimento. "Eu tenho que ir embora com o braço machucado do posto de saúde", diz.

A gravação também registra o momento em que ele acusa os agentes de agredirem sua mãe. "Olha, estão agredindo até a minha mãe", repete. Em seguida, afirma que seu irmão não tinha envolvimento com a confusão.

O autônomo diz ter procurado a Corregedoria da Guarda Municipal para denunciar a conduta dos servidores. Ele pediu para não ser identificado por medo de possíveis represálias.

Outra versão – Procurada pela reportagem, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) apresentou uma versão diferente da relatada pelo paciente. Segundo a pasta, a ocorrência começou depois que um homem desacatou e agrediu o guarda municipal responsável pela segurança da UPA. Diante da situação, o servidor solicitou apoio de uma viatura.

A secretaria afirma que, durante a abordagem para encaminhar o envolvido à delegacia, o irmão dele também tentou avançar contra os agentes, sendo necessária sua contenção. A Sesdes também nega que tenham ocorrido disparos de munição de borracha, como afirma o denunciante. "A Sesdes esclarece que a guarnição realizou apenas a contenção do homem, sem qualquer disparo", informou a prefeitura.

Sobre a denúncia de violência, a secretaria destacou que todas as abordagens realizadas pela Guarda Municipal estão sujeitas à apuração. A Corregedoria da instituição já acompanha o caso e, segundo a prefeitura, eventuais excessos serão investigados. Caso sejam constatadas irregularidades, a administração municipal afirma que adotará as medidas cabíveis.

A secretaria também informou que sua Ouvidoria permanece disponível para receber relatos e reclamações sobre a atuação dos agentes.

Leia também

Últimas Notícias