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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Santa Casa: grupo fracionou mais de R$ 5 milhões em saques para fugir de fiscalização

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Uma forma de evitar alertas em órgãos de fiscalização financeira e dificultar o rastreamento do dinheiro. Assim a investigação desencadeada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), resultando na Operação Antidotum, revelou suposto esquema para desvio de dinheiro público por parte do grupo alvo da ação.

Segundo relatório de apuração, houve a retirada de R$ 5.557.010,98 em dinheiro vivo por meio de saques fracionados e transferências diretas a operadores do esquema.

“Em vez de uma operação única, compatível com uma obrigação empresarial comprovada, os investigados dividiram os valores em sucessivas retiradas, dificultando o rastreamento do destino do dinheiro”, informa o Midiamax.

De acordo com as investigações do MPMS, os valores saíam das contas da Santa Casa e de sua operadora de saúde sob a justificativa de pagamento por serviços prestados por empresas controladas pelo empresário Maurício Aparecido Benites, como a Redvalue Tecnologia e a Ex Be Finance.

Assim que ingressavam nas contas das pessoas jurídicas, as verbas eram rapidamente sacadas no balcão de agências bancárias por funcionários, diretores e até servidores públicos.

A estratégia de fracionar os saques — muitos deles fixados no limite de R$ 49.000,00 ou R$ 49.999,00 — foi desenhada para burlar os mecanismos automáticos de controle do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e do sistema bancário.

Além de pessoas ligadas às empresas, também foram identificados três servidores como beneficiários dos saques: uma servidora estadual da Agems (Agência de Metrologia de MS), dois outros municipais, sendo uma lotada na Planurb e outro da secretaria de administração.

A tese do MPMS aponta que a manutenção da rotina de saques e a ocultação de documentos motivaram os pedidos de prisão preventiva da diretoria e busca e apreensão nos endereços ligados aos investigados.

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