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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Apesar dos transtornos climáticos, abstenção em Dourados fica abaixo da nacional e estadual

Mesmo com os transtornos causados pelo clima, o índice de abstenção em Dourados ficou abaixo da média comparando com a proporção do Estado e do país nas Eleições Gerais de 2026.

Na cidade 33.745 não foram votar, resultando em 20,22% dos aptos. A proporção é alta, mas ainda está abaixo da alcançada em Mato Grosso do Sul de 23,87%, a maior abstenção do país com 483.210 eleitores que não foram às urnas. Em todo Brasil, o índice alcançou 21,08% ou 33,4 milhões de pessoas.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Ao todo, 133.124 eleitores que votam em Dourados compareceram no domingo, dia 4, mesmo diante de uma chuva de 68.9 mm que durou mais de três horas somadas.

A força do vento derrubou, pelo menos, 12 árvores ao longo do dia e muitos locais fiaram sem energia elétrica, mas as urnas seguiram funcionando à bateria.

RESERVA INDÍGENA

Na Reserva Indígena onde estão 6,9 mil aptos a votar, a situação estava crítica. Muitas famílias com crianças no colo, documentos envoltos em plástico e até com sacos de lixo como capa de chuva enfrentaram a lama, andando a pé por vários quilômetros para conseguir exercer o voto.

Pela manhã o movimento era pequeno nas seções localizadas em território indígena, mas com a trégua da chuva no período da tarde, a movimentação ficou mais intensa.

ABSTENÇÃO DO SÉCULO

Os dados por si só não demostram os motivos, mas apontam para um eleitorado que gradativamente está comparecendo menos às urnas desde o início do século.

Para se ter uma ideia, em 2002 quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um segundo mandato, o índice de abstenção em Dourados foi de 16,91%.

Já nas Eleições Gerais de 2010 quando foi eleita a sucessora de Lula, Dilma Rousseff (PT), a abstenção já tinha subido para 17,37%.

Em 2014 quando a primeira presidente mulher do país foi reeleita, 18,96% dos douradenses aptos deixaram de votar.

Em 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) venceu a eleição, a abstenção já havia subido para 21,89%, alcançando o maior ‘pico’ desde o início dos anos 2000.

No pleito que se tornou o retrato da polarização do país entorno de Bolsonaro e Lula se enfrentando nas urnas, em 2022 abstenção caiu para 20,80% entre os eleitores douradenses.

Lula que venceu esse pleito, nas eleições deste ano enfrenta o filho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) em um segundo turno marcado para o domingo do dia 25 de outubro.

JUSTIFICATIVA

Quem não compareceu no 1º turno das Eleições Gerais de 2026 precisa justificar a ausência, vai poder votar no 2º turno normalmente, mas precisa fazer a justificativa.

Para quem não foi no 1º turno o prazo é até três de dezembro deste ano. A ausência pode ser justificada pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net ou presencialmente no cartório eleitoral.

Já para o no 2º turno, o prazo para apresentar justificativa é até o dia oito de janeiro de 2027. Quem estiver em outra cidade no dia do pleito, pode procurar qualquer local de votação para fazer o procedimento ou também realizar pelo e-título através de um recurso de geolocalização.

Quem não comparecer e nem justificar, fica em débito com a Justiça Eleitoral e passa a sofrer restrições, como não poder participar de concursos, provas ou tomar posse em cargo público, restrições na obtenção de passaporte, entre outros.

Também há previsão de multa.

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