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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dourados News pergunta: O que melhorar na saúde pública para a Grande de Dourados?

O Dourados News mantém a série de perguntas e respostas com os candidatos ao Governo do Estado. Ao longo do dia, serão publicados três questionamentos com temáticas diferentes.

Nesta primeira, a pauta é a saúde pública da Grande Dourados, onde os oito postulantes ao cargo foram convidados para responder.

Desde segunda-feira, o Dourados News tem publicado matérias sobre vários temas. Nelas, o leitor poderá conferir as ideias de cada um que colocou o nome nessa corrida eleitoral.

O primeiro turno das eleições acontece no próximo domingo (4/10). Em caso de eventual segundo turno, uma nova disputa acontece entre os dois mais votados em 25 de outubro.

Dourados News pergunta: Quais os planos para a saúde pública da Grande Dourados, visto o tamanho populacional da região e as dificuldades enfrentadas em Dourados, principalmente no que diz respeito aos atendimentos de urgência e emergência?

João Henrique Catan (NOVO) – A Grande Dourados precisa ser tratada como uma região estratégica de saúde. O Hospital Regional já representa uma estrutura importante para os 34 municípios da macrorregião, e a proposta é fazer com que essa estrutura seja efetivamente resolutiva e integrada à rede. O hospital foi planejado para chegar a 192 leitos, com ampliação gradual dos serviços. Quero fortalecer a regionalização, ampliar a capacidade dos hospitais regionais para atendimento 24 horas, melhorar a regulação e reduzir o tempo de espera. Também vamos trabalhar com telessaúde, prontuário digital integrado e uma rede regional de trauma, integrando SAMU, Corpo de Bombeiros, regulação e hospitais.

Jeferson Bezerra (AGIR) – Para responder às demandas de uma população regional estimada em 900 mil habitantes, a saúde pública na Grande Dourados passa por uma reestruturação estratégica. O município historicamente enfrenta problemas graves, como o subfinanciamento por parte de cidades vizinhas, superlotação na UPA e no HV. Iremos trabalhar em parceria com a prefeitura de Dourados viabilizando uma outra unidade do UPA, também em parceria com nossos deputados estaduais e federais com emendas para a construção de um novo Hospital da Vida que já não comporta mais, está estagnado tanto fisicamente como também de profissionais.

Delcídio do Amaral (PRD) – Defendo a regionalização da saúde desde meu plano de 2014. Copiaram a proposta, mas não a fizeram funcionar como idealizei. Quem paga é a pessoa com dor, esperando consulta, urgência ou leito; atrás dela, há uma família aflita. Em Dourados, vou equipar hospitais, dar condições às equipes e organizar a regulação para atender perto de casa e a tempo. Vou cobrar da União recursos para a região, inclusive pela fronteira. Não vou privatizar a saúde nem usar falsas PPPs para transferir responsabilidades. Saúde é direito de todos e dever do Estado. Eu sei como fazer a saúde de MS sair da UTI.

Fábio Trad (PT) – Vamos criar centros oncológicos regionais — incluindo Dourados —, instituir a Carreira Estadual do SUS-MS e a Gratificação de Interiorização para fixar médicos e profissionais de saúde. Também focaremos na retomada de uma gestão eficiente de leitos, melhorando os atendimentos de urgência e reduzindo a dependência de traslados para a Capital.

Lucien Resende (PSOL) – Vamos descentralizar os serviços de saúde, fortalecendo o Hospital Regional e criando unidades especializadas para evitar que pacientes precisem se deslocar longas distâncias em busca de atendimento. Criaremos o programa Saúde em Casa, levando atendimento humanizado até a residência da população idosa, pessoas com deficiência e pacientes com dificuldade de locomoção. Nosso objetivo é garantir atendimento mais rápido; redução das filas; mais acesso a exames e cirurgias; estrutura adequada em todas as regiões do estado. Defendemos a ampliação do programa Mais Médicos, garantindo profissionais em regiões afastadas.

Eduardo Riedel (PP) – A Grande Dourados é central na nossa estratégia de regionalização da saúde. O Hospital Regional atende uma macrorregião de 34 municípios e está em expansão para receber 110 leitos nesta etapa, sendo 20 de UTI, além de novas especialidades. Também ampliamos a capacidade diagnóstica, como a ressonância magnética, com potencial de cerca de 500 exames por mês. O objetivo é organizar melhor a rede e reduzir deslocamentos e filas.

Os candidatos Daniel Lemes (PCO) e Economista Renato Gomes (DC) não responderam aos questionamentos até o momento.

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