O preço médio da saca de soja de 60 quilos subiu 1,82% em Mato Grosso do Sul em outubro, passando de R$ 137,25 para R$ 139,75. Em Campo Grande, a cotação chegou a R$ 143, o maior valor entre os oito municípios pesquisados. Os dados constam do boletim divulgado nesta terça-feira (20) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul).
A recuperação dos preços ocorreu em diferentes regiões produtoras, mas não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas no mês. Apesar da valorização semanal, a saca ainda registra queda de 4,09% em outubro, conforme o levantamento.
Sidrolândia apresentou a maior alta no período, de 3,7%. O valor passou de R$ 135 para R$ 140. Maracaju teve avanço de 3,68%, com a cotação de R$ 136 para R$ 141, enquanto Dourados registrou aumento de 3,65%, chegando a R$ 142.
Na Capital, o crescimento foi de 1,78%, com a saca negociada como referência a R$ 143 no último dia da pesquisa. Ponta Porã apresentou valorização de 2,56%, alcançando R$ 140, e São Gabriel do Oeste teve alta de 0,73%, com preço de R$ 138.
Nem todos os municípios acompanharam a recuperação. Em Sonora, a cotação recuou 1,45%, de R$ 138 para R$ 136, o menor valor entre as localidades pesquisadas. Chapadão do Sul permaneceu estável em R$ 138.
Embora os preços ainda estejam abaixo dos registrados no início do mês, a comparação com o ano passado mostra valorização. A média das cotações entre os dias 13 e 19 de outubro foi de R$ 138,10 por saca, valor 11,69% superior aos R$ 123,64 registrados no período equivalente de 2025.
Comercialização – O levantamento também aponta que 93,5% da produção de soja da safra 2025/2026 já havia sido comercializada até segunda (19). O percentual é 1,5 ponto superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Enquanto as vendas da colheita anterior se aproximam do encerramento, os agricultores avançam no plantio da temporada 2026/2027. Até sexta (16), a semeadura havia alcançado 32% da área prevista, equivalente a aproximadamente 1,56 milhão de hectares.
Para o novo ciclo, a expectativa é de cultivo em 4,87 milhões de hectares, aumento de 5,5% em relação à safra passada. Apesar da expansão, a produção estimada é de 15,3 milhões de toneladas, queda de 8,4%, diante da previsão de menor produtividade por hectare.

