Não existe exercício melhor que a natação, é uma verdade irretorquível. A piscina foi o primeiro centro de encontro dos humanos, depois das reuniões em volta da fogueira. A primeira grande piscina pública de que temos notícia é a de “Mohenjo-Daro”, no atual Paquistão. Calculam que ela tem nada menos de 2.600 anos. É um tesouro arqueológico de 12 metros de longitude, 7 metros de largura e 2 metros de profundidade, feito de tijolos, escadas e vestuários ao redor. Tem um sofisticado sistema de drenagem que lhe proporciona um fluxo constante de água limpa e fresca.

As vantagens físicas da piscina.
Nadar diminui a dor e aumenta a sensação de prazer. No meio líquido não há impacto mecânico importante, é feito muito exercício cardiovascular, potencia as conexões cerebrais para coordenar os distintos movimentos do corpo, como os com a cabeça, braços e pernas. Uma vez na água, percebemos o aumento das endorfinas e, com elas, uma espetacular sensação de bem estar. Não há carros passando ao redor, não há ruídos. Temos uma saudável sensação de abandono.

Campo Grande conta com uma piscina pública.
Uma. Tão somente uma. Campo Grande tem uma piscina pública. E fica no bairro Carandá, com população de classe média. Tivemos outras, mas sumiram, foram meio abandonadas pelo poder público. É uma estranha realidade brasileira. A gigantesca capital de São Paulo, dez vezes maior que C. Grande, conta com tão somente 46 piscinas públicas. Somente 27% dos municípios brasileiros tem escolas com piscina ou campo de futebol, ou ginásio. Triste país tão abandonado pelo poder público. O Brasil consolidou-se como o segundo país do mundo em número de piscinas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Temos mais de 3,5 milhões de piscinas em residências, condomínios, hotéis e clubes. Mas a periferia, o povo que trabalha suando sob o sol durante dez meses, nunca viu uma piscina.
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