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domingo, 11 de outubro de 2026

Vítimas de crimes violentos terão apoio psicológico gratuito em Dourados

Parceria prevê atendimento a sobreviventes e familiares por meio do Projeto Acolhida

A violência não termina quando o crime é registrado. Para quem sobrevive a uma tentativa de homicídio ou perde um familiar, as consequências podem continuar na rotina. Na região de Dourados, uma parceria entre o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e a Unigran prevê atendimento psicológico gratuito a vítimas diretas e indiretas de crimes violentos.

O termo de cooperação terá vigência até 8 de outubro de 2031. O atendimento abrangerá pessoas afetadas por homicídio, feminicídio, vicaricídio e latrocínio, tentados ou consumados, encaminhadas pelo Ministério Público por meio do Projeto Acolhida.

Dados consultados no painel estatístico da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) ajudam a dimensionar a violência em Mato Grosso do Sul. Em 2026, o sistema registra 446 homicídios, 610 tentativas de homicídio, 27 feminicídios e 84 tentativas de feminicídio. Não há registros de latrocínio neste ano na consulta realizada.

Em 2025, o painel contabilizou 446 homicídios, 633 tentativas de homicídio, 39 feminicídios, 88 tentativas de feminicídio e 14 latrocínios. Os números estaduais contextualizam o cenário, mas não representam a quantidade de pessoas que serão atendidas pela parceria, voltada à região de Dourados. Também não dimensionam todos os familiares afetados pelos crimes.

A cooperação permitirá a participação de acadêmicos de Psicologia, sob supervisão de profissionais do Navit (Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais Violentos) e da instituição de ensino. O atendimento integra o projeto Ressignificar: Elaborando Lutos, uma das ações do Acolhida.

Idealizadora do Ressignificar e coordenadora do Projeto Acolhida, a promotora de Justiça Renata Goya explicou a proposta do acompanhamento. “A elaboração do luto pode ser acompanhada de forma especializada, sendo, portanto, apoio qualificado para que essas pessoas encontrem caminhos para reconstruir suas vidas”, afirmou.

O reitor da Unigran, Renato de Aguiar Lima Pereira, declarou que a instituição dispõe de estrutura para participar do serviço. “É um projeto que merece ser desenvolvido. Temos capacidade técnica, infraestrutura e alunos muito motivados para contribuir. Essa é uma realidade importante para a formação deles e, principalmente, para atender quem precisa de apoio”, disse.

Conforme o extrato do acordo, a cooperação não terá ônus para o Ministério Público. A publicação e o material institucional não informam quantas vagas serão oferecidas, a data de início dos atendimentos, os horários das consultas ou os municípios abrangidos na região.

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