O excesso de plantas aquáticas mudou a paisagem de dois dos principais lagos de Dourados (MS) nas últimas semanas. No Parque Antenor Martins e no Parque Ambiental do Córrego Rêgo D’Água, onde antes era possível ver a água, agora um tapete verde cobre quase toda a superfície. A prefeitura iniciou a limpeza no início do mês, mas o trabalho deve levar cerca de 15 dias.
À primeira vista, a vegetação lembra um gramado. Porém, sob o tapete verde, há um lago. O problema é causado pela planta aquática conhecida como orelha-de-onça, que cobriu boa parte do espelho d’água e mudou a paisagem em poucos dias.
A prefeitura montou uma força-tarefa para retirar a vegetação. Nas margens, o serviço é feito com ferramentas manuais. Dentro do lago, uma embarcação ajuda a recolher as plantas, que depois são retiradas com o apoio de uma retroescavadeira.
Segundo o secretário-adjunto de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, Ângelo Augusto Gomes, as chuvas das últimas semanas favoreceram o crescimento da espécie. Apesar da aparência, a planta não é tóxica, não contamina a água e também não oferece riscos aos peixes. O objetivo do trabalho é controlar o excesso da vegetação para que o espelho d’água volte a ficar visível.
“Esse tipo de alga prolifera com matéria orgânica, e pelo menos uma vez por ano você precisa fazer esse tipo de manutenção para eliminar essa alga das valetas e lagos do parque”, afirma.
Moradores cobraram providências
O problema não é novo. A orelha-de-onça já havia aparecido em 2025 e voltou a se espalhar no início de junho deste ao. Desde então, imagens dos lagos cobertos pela vegetação circularam nas redes sociais, e moradores passaram a cobrar providências da prefeitura.
Depois de concluir a limpeza no Parque Antenor Martins, as equipes devem seguir para o lago do Parque Ambiental do Córrego Rêgo D’Água. No local, praticamente toda a extensão do espelho d’água está coberta pelas plantas.
Para quem frequenta o parque, a situação também pode representar um risco. Como a vegetação esconde a água, fica difícil identificar onde termina o gramado e começa o lago. Além disso, não há sinalização indicando esse limite.
Fonte: Nadine Lopes, Nádia Nicolau, g1 MS e TV Morena

