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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Das dez menores cidades de MS, cinco perderam população em um ano

Cinco das dez menores cidades de Mato Grosso do Sul perderam habitantes em um ano, conforme a pesquisa Estimativa da População 2026, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em contrapartida, entre a dezena que concentra a maior parte dos moradores do Estado, apenas uma teve queda populacional.

A cidade que tem menos habitantes no Estado é Jateí que chegou a este ano com 3.573 moradores, uma queda de 0,64% em relação aos 3.596 que possuía em 2025. O município foi o que mais perdeu população entre os dez menores, seguido de Caracol que está com 5.078 pessoas (-0,35%); Novo Horizonte do Sul com 4.791 (-0,21%), Rio Negro com 4.911 (-0,20%) e Corguinho com 4.890 (-0,04%).

Os demais que cresceram foram Figueirão que chegou a 3.790 habitantes (+1,04), Rochedo a 5.494 (+0,79%), Douradina a 5.785 (+0,29%), Taquarussu com 3.748 (+0,21%) e Alcinópolis com 4.651 (0,04%).

Equilibrando esses números, as pequenas cidades juntas tiveram um saldo positivo de 46 novos moradores, uma alta 0,10% em relação ao ano passado. Ainda assim, se somado o contingente das dez cidades o total é de 46.711 habitantes, população que é maior somente que a de Paranaíba que tem 42.7258 moradores e figura em 11ª no ranking populacional do Estado.

As menores cidades equivalem ainda a mais de um quarto do total de sul-mato-grossenses que perderam habitantes entre 2025 e 2026. Ao todo foram 19 ou 24% dos municípios.

CONTRASTES

Apesar disso, a cidade que mais viu mais moradores indo embora está entre as mais populosas. É Corumbá que chegou a 96.334 habitantes este ano, uma queda de 2,45% em relação a 2025. Isso significa que o município perdeu sozinho 2.417 moradores, o que equivale a mais da metade da população de Jateí.

Nesse cenário, a capital do Pantanal caiu uma posição no ranking, passou a ocupar o quarto lugar, deixando o terceiro para Ponta Porã que viu sua população crescer apenas 0,99%, mas o suficiente para chegar aas 99.572 pessoas.

O município pantaneiro foi o único entre os dez maiores do Estado a ter queda populacional. As demais cidades viram a população aumentar em um ano e juntas ganhar 12.923 habitantes, uma alta de 0,72%.

O crescimento mais expressivo foi de Três Lagoas que alcançou 145.514 moradores, um aumento de 1,39%; seguido de Dourados com 266.950 (+1,11%); Maracaju com 48.564 (+1,02%); Campo Grande com 970.843 (+0,83%); Naviraí com 53.307 (+0,55%); Sidrolândia com 50.079 (+0,69%); Nova Andradina com 51.081 (+0,46%) e Aquidauana (+0,25%).

No entanto, a cidade sul-mato-grossense que mais ganhou moradores proporcionalmente não está em qualquer desses extremos. A maior taxa foi alcançada por Ladário (+9,84%), seguida de Chapadão do Sul (2,25%) e Costa Rica (1,92%).

IMPACTOS

De acordo com o IBGE, os dados são utilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Isso significa que o contingente populacional estimado tem impacto nos cofres das prefeituras e do executivo estadual. 

A estimativa levantada nessa pesquisa que é anual, dão suporte aos indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre a realização dos Censos. 

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