s transmissões ao vivo do Discord continuam bloqueadas no Brasil. Nesta sexta-feira (25), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) rejeitou o pedido da empresa para restabelecer os recursos de vídeo por considerar insuficientes as provas apresentadas sobre o funcionamento da suspensão.
O Discord informou ter cumprido a determinação em 17 de agosto. Para demonstrar o bloqueio, enviou capturas de tela, avisos exibidos aos usuários e informações sobre testes internos. Segundo a ANPD, o material mostra que as ferramentas estão indisponíveis para parte do público, mas não comprova que todas as formas de criar, transmitir, receber ou assistir a vídeos foram interrompidas.
A agência quer evidências de que a restrição funciona em computadores, celulares, navegadores, consoles e versões modificadas da plataforma, sem possibilidade de ser contornada. A ANPD não afirmou que o Discord descumpriu a ordem; sua conclusão, até agora, é que a empresa ainda não demonstrou o cumprimento integral.
A plataforma também questionou a competência da agência para determinar a suspensão sem ordem judicial. O argumento foi rejeitado pela ANPD, e o recurso ainda será analisado pelo Conselho Diretor. Até lá, permanecem bloqueados os recursos de vídeo atingidos pela medida, incluindo chamadas de vídeo e compartilhamento de tela.
A suspensão foi determinada em 12 de agosto, após a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul durante uma transmissão na plataforma. Segundo a investigação citada pela agência, integrantes de comunidades virtuais teriam coagido a menina antes da transmissão. gov.br

