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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Após espera por vaga, menino com suspeita de febre maculosa será transferido

A criança irá para o Hospital de Câncer, segundo a mãe; a Sesau foi questionada sobre a opção à unidade

A criança de dois anos que está com suspeita de febre maculosa será transferida do PAI (Pronto Atendimento Pediátrico) Tiradentes para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, conforme informou a mãe nesta manhã (30). Ela aguarda a chegada da ambulância para o transporte.

Dayana Cristina de Oliveira afirma que o filho esperou por vaga há quase um dia. Os sintomas começaram no domingo (27), após ele ter contato com carrapatos na casa da avó, que também fica na Capital.

“No domingo à noite começou a febre. Na segunda-feira, ele ficou com febre o dia inteiro e, de madrugada, acordou gritando e chorando. Fui ver e as mãos estavam cheias de bolinhas vermelhas, assim como nas perninhas, nos lábios, na bochecha internamente e na garganta”, contou.

A mãe acrescenta que surgiram bolhas dentro da boca da criança hoje. Ela pressionou para que a transferência fosse ágil e comprou um antibiótico indicado para a doença que a unidade de saúde não tinha disponível.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) disse em nota que o paciente está estável e permanece sob cuidados da equipe médica. A reportagem questionou sobre a opção do Hospital de Câncer para esse caso e aguarda retorno para adicionar à matéria.

Suspeita – O caso está registrado no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) como suspeita de febre maculosa. O documento aponta sintomas como febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), petéquias (pontos vermelhos ou roxos na pele e mucosas) e histórico de picada.

A confirmação depende de dois exames sorológicos cujos resultados podem demorar cerca de duas semanas e 21 dias para saírem.

Doença no Estado – O último caso confirmado de febre maculosa em Mato Grosso do Sul foi registrado em 2018. A vítima foi um homem de 34 anos, morador de Campo Grande, que havia viajado para a área rural de Sidrolândia antes da infecção.

É uma doença infecciosa, de gravidade variável e que pode levar à morte. Ela é causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela, mais incidente em áreas rurais.

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, diarreia e/ou dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, paralisia dos membros que inicia nas pernas e chega até os pulmões podendo causar parada respiratória. Também podem aparecer manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

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