Afastar objetos que possam machucar, proteger a cabeça e tentar lateralizar a cabeça da vítima estão entre os cuidados indicados durante uma crise convulsiva. Segundo o Corpo de Bombeiros, também é importante cronometrar a duração da crise e acionar o serviço de emergência pelo 193.
A orientação ganha importância diante de situações que podem acontecer em locais públicos, como a registrada na manhã dessa terça-feira (29), quando um rapaz sofreu uma crise convulsiva em um ponto de ônibus na Avenida Costa e Silva, próximo à entrada principal da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
Estudantes que aguardavam no local ajudaram o homem durante a crise. Uma viatura do Corpo de Bombeiros, que passava pela avenida, parou para prestar os primeiros atendimentos. Os militares orientaram os presentes a acionarem a central de emergência e, minutos depois, uma equipe da URSA (Unidade de Resgate e Suporte Avançado) chegou ao endereço.
Como prestar os primeiros cuidados – Segundo a Major Janaine, chefe do Centro de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, a primeira medida é tornar o ambiente seguro e afastar objetos cortantes, pontiagudos ou que possam atingir a vítima.
Se a pessoa estiver no chão, a cabeça deve ser protegida com algum objeto acolchoado, como uma roupa ou travesseiro. A orientação também é tentar lateralizar a cabeça, sem forçar, para facilitar a saída de saliva e secreções.
Não é indicado segurar o corpo da vítima, colocar a mão na boca, tentar puxar a língua, oferecer água ou comida, jogar água ou dar tapas. Essas ações podem provocar lesões.
Outro cuidado é marcar o tempo da crise. A informação sobre quanto tempo durou o episódio deve ser repassada aos profissionais de emergência. A Major explica que uma convulsão costuma durar entre três e cinco minutos.
No caso registrado na Avenida Costa e Silva, o homem foi levado para uma unidade de saúde após ser estabilizado. Não foram divulgados o destino do encaminhamento nem o estado de saúde dele. Também não houve confirmação médica sobre a causa da crise.

