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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Com filho, homem salva 3 pessoas após barco virar durante o vendaval no Paraguai

Adilson Batista resgatou casal e piloteiro em meio às ondas; todos usavam coletes e receberam apoio de pousada

Com vento forte e ondas no Rio Paraguai, Adilson Batista e o filho resgataram um casal de turistas e um piloteiro depois que o barco dos três virou, na tarde de terça-feira (29). O acidente ocorreu durante o vendaval que atingiu a região do Porto Morrinhos, em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande, no Pantanal de Mato Grosso do sul.

Adilson conta que estava em casa, às margens do rio, quando viu a embarcação passar. Segundo ele, o barco virou no momento em que o piloteiro tentou atravessar uma onda. Ao perceber que os ocupantes haviam caído na água, ele e o filho saíram de barco para socorrê-los.

Os três usavam coletes salva-vidas, mas, conforme Adilson, já estavam cansados e assustados quando foram alcançados. Enquanto ele mantinha o controle da embarcação em meio às ondas, o filho ajudava a retirar as pessoas da água. O marido da turista foi o primeiro a subir no barco, seguido pelos outros dois ocupantes.

“Você tem que ter calma nessa hora, tranquilidade, experiência”, afirmou Adilson.

Ele conta que vive à beira do rio e tem 30 anos de experiência com pescaria e pilotagem, além de formação em primeiros socorros e combate a incêndio.

Com os três a bordo, Adilson orientou que permanecessem sentados no fundo do barco e evitassem se movimentar, para tornar a travessia mais segura. Depois, conduziu a embarcação até a outra margem, onde fica a pousada, na qual o casal estava hospedado.

Segundo ele, a pousada acolheu os turistas e ofereceu o apoio necessário. Adilson disse que recebeu notícias de que os dois estavam bem e já haviam retornado à cidade onde moram.

O temporal que atingiu Corumbá naquela tarde durou cerca de 40 minutos. A Defesa Civil registrou ventos superiores a 64 km/h por volta das 14h, além de quedas de árvores e estruturas em diferentes pontos da cidade.

Pedido de ajuda – Adilson relatou que, antes de alcançar o trio, foi com o filho até um navio da Marinha que estava nas proximidades e pediu ajuda aos militares. Segundo ele, uma embarcação que seria usada no atendimento chegou a receber água, e o resgate não foi realizado pela equipe. Ele afirma que também pediu o uso de uma embarcação maior, mas que ela não foi deslocada. Diante da situação, decidiu seguir com o filho até as pessoas que estavam no rio.

Após o resgate, Adilson disse ter voltado a falar com os militares e cobrado apoio. Ele criticou a atuação da equipe e afirmou que precisou arriscar a própria vida e a do filho para retirar as pessoas da água. A Marinha foi procurada para se manifestar sobre o relato de Adilson Batista. O espaço permanece aberto para o posicionamento da instituição.

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