Carpinteiro de 45 anos, identificado como Raifi dos Santos Ribeiro, foi preso em flagrante pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na noite desta segunda-feira (5), acusado de atear fogo em um ônibus de passageiros, no KM 121 da rodovia BR-262, na zona rural de Água Clara, 193 quilômetros de Campo Grande. O veículo realizava o trajeto Três Lagoas até a Capital transportando 13 passageiros.
De acordo com o boletim de ocorrência e os depoimentos prestados à Polícia Civil, o suspeito embarcou na Rodoviária de Três Lagoas visivelmente alterado e com sinais de embriaguez. No momento em que entrou no veículo, ele chegou a declarar ao motorista e aos demais passageiros que havia brigado com a companheira e que "colocaria fogo no ônibus".
Durante o percurso, por volta das 20h15, o suspeito foi ao banheiro do veículo. Logo em seguida, passageiros sentiram um forte cheiro de fumaça vindo do compartimento. Ao abrir a porta, constataram que rolos de papel higiênico e o interior do local já estavam tomados pelas chamas.
O motorista do ônibus encostou o veículo no acostamento da rodovia em segurança e desligou o motor. Todos os ocupantes desembarcaram imediatamente e ninguém ficou ferido. O fogo foi controlado no local, restando apenas muita fumaça no interior do veículo.
Ao perceber que havia sido identificado pelas testemunhas como o autor do incêndio, o acusado fugiu a pé pelas margens da rodovia. A PRF foi acionada e iniciou patrulhamento na região. Pouco depois, no KM 123 da BR-262, a equipe localizou Raifi caminhando com as mesmas roupas descritas pelas testemunhas, casaco preto e boné branco no bolso.
Quando foi abordado, o homem confirmou que era passageiro do ônibus e foi prontamente reconhecido pelas vítimas e pelo motorista. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Água Clara, onde o delegado José Luciano Taldivo ratificou a prisão em flagrante pelo crime de incêndio em transporte coletivo.
Raifi optou por ficar em silêncio durante o depoimento. Por se tratar de crime com pena superior a quatro anos, não coube fiança na esfera policial, e o preso permanece à disposição da Justiça. Não foram encontrados antecedentes criminais em nome do carpinteiro.

