Quem passa pela Avenida Salgado Filho pode até olhar duas vezes para a fachada de uma autoelétrica. Lá no alto, em letras grandes, estão os nomes Fofão e Negão. Mas, afinal, quem são esses dois? A resposta está dentro da própria oficina, onde os apelidos são tão conhecidos que quase ninguém chama os donos pelos nomes de batismo.
O Negão é Josemar Aldo, de 36 anos. O apelido vem dos tempos de escola, quando ele jogava bola e passou a ser chamado assim pelos colegas. O tempo passou, ele cresceu, entrou para o ramo de oficinas e o nome continuou.
“Esse apelido surgiu desde quando eu era jovem, já na escola, e depois entrei no ramo de oficinas e acabou pegando o apelido de Negão mesmo. Aí fiquei conhecido por Negão”, conta.

Natural de São Paulo (SP), Josemar chegou a Campo Grande há cerca de 10 anos, mas já tinha bastante experiência com carros. Começou a trabalhar com elétrica automotiva aos 16 anos e nunca mais deixou a profissão.
Foi em Campo Grande que conheceu João Martins, o Fofão da história. Os dois já trabalhavam no mesmo ambiente e, quando surgiu a oportunidade de seguirem juntos, decidiram formar a dupla.
João, o Fofão, não estava na oficina no momento da reportagem. Segundo Josemar, o parceiro também é mais reservado e não gosta muito de aparecer. Por isso, coube ao Negão contar a história da dupla e explicar como os apelidos foram parar na fachada.
E se o apelido de Negão veio dos tempos de escola, o de Fofão tem uma explicação que muita gente pode até imaginar. Segundo Josemar, João ganhou o nome por causa da semelhança com o boneco que fez sucesso na televisão brasileira.
“Ele é bem parecido com o boneco que fez parte da infância da criançada. O apelido dele já pegou há muito tempo atrás. Aí ficou conhecido como Fofão, não como o João. Aí formamos a dupla Fofão e Negão”, explica.

Na divisão do trabalho, cada um tem sua especialidade. Negão fica responsável pela parte elétrica e pela injeção automotiva, enquanto Fofão trabalha principalmente com baterias.
E quando chegou a hora de colocar um nome na oficina, não precisaram pensar muito. Afinal, os clientes já conheciam os dois pelos apelidos. Foi assim que Fofão e Negão foram parar também nas placas da fachada.
“É chamativo porque é um nome diferente de oficina. O pessoal às vezes fica com receio de falar Negão pra mim, mas não existe nenhum preconceito nisso e a gente segue no ramo pelo apelido de Negão mesmo”, afirma Josemar.
A dupla nem imaginava que os nomes poderiam despertar tanta curiosidade. Hoje, tem gente que passa, repara na fachada e até pergunta de onde veio a ideia.
“Acabou se pegando. Não é um negócio que a gente pensou na época, mas que virou chamativo”, destaca.
A oficina trabalha com reparos elétricos, injeção automotiva, iluminação, motor de partida, arranque e venda de baterias para diferentes modelos de carros.
Para quem ficou curioso e quer conhecer a dupla, a Autoelétrica Fofão e Negão fica na Avenida Salgado Filho, 1898, na Vila Carvalho.


