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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Recapeamento nas sete regiões vai esperar avanço do tapa-buraco

Secretário diz que contratos já foram licitados, mas não informa data para início dessa etapa

O início das frentes de recapeamento nas sete regiões de Campo Grande depende da estabilização da operação tapa-buraco, segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão. Ele afirmou nesta terça-feira (20) que os contratos para essa etapa já foram licitados, mas não informou quando os trabalhos começarão.

André esteve na Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre a manutenção das ruas, por convocação dos vereadores. A sessão acabou encerrada devido a um tumulto durante um protesto contra os buracos. Depois da confusão, o secretário passou a se reunir com os parlamentares a portas fechadas.

Ao Campo Grande News, André reconheceu que a situação está complicada nas sete regiões da Capital e afirmou que cerca de 1,7 mil quilômetros da malha asfáltica têm mais de 30 anos.

“Como eu disse, temos cerca de 1.700 quilômetros de malha asfáltica com mais de 30 anos. Precisamos, agora, de um trabalho efetivo de tapa-buracos e, na sequência, entrar com o recapeamento”, declarou.

Segundo o secretário, a prefeita Adriane Lopes (PP) propôs um projeto de recapeamento no início deste ano. A execução, porém, seguirá a ordem de trabalho definida pela gestão, com os reparos pontuais primeiro e a renovação do pavimento na sequência.

“Já temos contratos licitados para as sete regiões de Campo Grande para que, após a estabilização da operação tapa-buracos, possamos iniciar também as frentes de recapeamento”, afirmou.

André disse que duas equipes de tapa-buraco atuam nas sete regiões para responder às reclamações e estabilizar a situação. Na entrevista, ele não detalhou a distribuição dessas equipes nem apresentou um prazo para concluir essa fase.

O secretário também atribuiu parte do cenário atual ao desgaste acumulado ao longo dos anos. Segundo ele, os problemas encontrados pelas equipes não surgiram apenas nos últimos meses.

A convocação ocorreu enquanto vereadores recolhem assinaturas para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre possíveis irregularidades nos contratos e na execução do tapa-buraco. Brandão afirmou que respeita a iniciativa e que prestará os esclarecimentos solicitados.

Ele citou uma auditoria do Município e a atuação do Ministério Público na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Também mencionou a Operação Buraco Sem Fim, que, segundo seu relato, resultou na prisão de servidores em maio.

“Vejo que a CPI vem para colaborar nessa mesma linha. Nós respeitamos e estaremos à disposição para esclarecer toda essa situação”, declarou.

Antes do tumulto, o presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), disse que pretendia questionar o vencimento de contratos sem nova licitação e o esgotamento dos saldos destinados aos serviços. Na avaliação do vereador, falhas na condução das contratações agravaram a situação das ruas.

A sessão foi interrompida pela confusão em torno de uma placa de isopor que simulava um buraco no asfalto, levada pelo comerciante Gustavo Eifler, de 36 anos. Um homem identificado como Antônio de Jesus, o Charupá, quebrou o material e foi retirado à força por guardas.

Sobre o episódio, Brandão afirmou que o Executivo tomará providências, sem especificar quais. O secretário também disse que continuará à disposição para retornar à Câmara quando for chamado ou convocado.

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