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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Polícia Civil concede promoção a envolvidos em confronto com 2 mortos

Caio Alexandre e Alan Cristaldo eram apontados como integrantes de grupo de assaltos extremamente violento

O CSPC (Conselho Superior da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) deferiu, por unanimidade, o pedido de promoção extraordinária por ato de bravura para dois delegados e dois investigadores envolvidos na abordagem que terminou na morte de Caio Alexandre Aranda Benitez e Alan Cristaldo Romero. O primeiro era suspeito de assassinar Mauritoni Gleberson da Silva e Rosangela Ojeda de Souz.

A decisão foi aprovada durante sessão ordinária realizada na quarta-feira (21) e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (22). Foram promovidos os delegados Lucas Calixto Barros Sampaio Fernandes e Alcides Bruno Braun, além dos investigadores de polícia judiciária Marcos Moreira Maciel e Kleiton Guiti Higa.

Conforme o texto, a determinação acolheu integralmente o relatório elaborado pela comissão encarregada da análise do processo, formada pelos delegados Ivan Barreira, Carlos Delano e André Bello. Segundo o parecer, os servidores preencheram todos os requisitos legais e regulamentares exigidos para o reconhecimento da promoção extraordinária.

Durante a votação no Conselho, a deliberação recebeu aval dos membros natos, eleitos, convidados e representantes da carreira de Agente de Polícia Judiciária. Registrou-se a abstenção dos conselheiros Clever José Fante Esteves e Giulliano Carvalho Biacio. O documento foi assinado pelo presidente do CSPC e delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio.

Confronto – A abordagem aconteceu em 4 de abril de 2025 em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Na ocasião, policiais da SIG (Seção de Investigações Gerais) da Polícia Civil e da Força Tática da Polícia Militar foram ao Bairro Vila Santa Ana para prender Caio e Edson, também apontado como um dos autores da execução do casal.

No local, os policiais foram recebidos a tiros e revidaram os disparos acertando Caio. Quando entraram na casa, depararam-se com o outro homem, armado com uma escopeta calibre 12. Ele também foi alvejado. Os dois foram socorridos ao Hospital Regional, mas morreram em seguida.

Segundo a polícia, dos dois mortos, apenas Caio era procurado pela morte de Mauritoni e Rosangela. Já Alan Romero estava sendo investigado junto com Caio e outros comparsas por roubo praticado no início de março. Edson, também com prisão decretada pela morte do casal em março, fugiu.

Os dois homens mortos foram apontados como integrantes de grupo extremamente perigoso, que usava armas de fogo, violência e ameaças contra vítimas de assaltos.

Casal morto – Mauritoni, o “Toni”, foi assassinado a tiros por pistoleiros no quintal de uma casa no Residencial Ponta Porã I, no dia 24 de março. Ele tinha extensa ficha criminal, com pelo menos 60 antecedentes.

Rosangela foi vista por testemunhas saindo do local na companhia dos três homens que executaram Mauritoni. Dois dias depois, o corpo dela foi encontrado em estrada vicinal que liga a cidade de Ponta Porã à Fazenda Jotabasso. Ela foi levada ao local e morta a tiros de pistola 9 milímetros. A polícia ainda não deu detalhes da participação de Caio e Edson nesses crimes.

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