Mesmo sem a obrigação de votar, idosos chegaram cedo às urnas neste domingo (25), em Campo Grande, para participar do segundo turno das eleições. Na região central da Capital, onde muitos moradores antigos se conhecem, casais foram juntos às seções eleitorais e mostraram que a idade não diminuiu a disposição de exercer o direito ao voto.
O casal César Quintas Guimarães, de 84 anos, e Helena, de 80, esteve entre os primeiros a votar. Moradores do Centro, os dois chegaram cedo à Escola Municipal Professor Arlindo Lima, na Rua Barão do Rio Branco. Vestida com uma camiseta do Brasil, Helena afirmou que comparece às urnas por manter preocupação com o futuro do País.
“Essa eleição é um fator muito importante para definir o futuro do Brasil. Hoje eu espero que a direita vença, confiando em Deus. Enquanto puder, eu vou votar”, analisou.
Já César considera que todos devem exercer o direito ao voto, independentemente da idade. “Espero que a democracia vença. Enquanto estiver vivo e puder andar, eu vou votar”, disse.

Outro que não quis perder tempo foi Ivan Saab de Melo, de 83 anos. Morador do Centro, ele estava pronto desde as 5h30, à espera do filho, Elton Nasser, de 58 anos, que o levou até a seção eleitoral antes das 7h.
“Faço questão de vir votar”, resumiu Ivan, que considera a participação nas eleições uma obrigação cívica, mesmo estando dispensado por lei.
Acostumado a votar no mesmo local, ele destacou a rapidez do procedimento neste segundo turno, já que os eleitores de Mato Grosso do Sul precisam escolher apenas o presidente da República. A disputa estadual foi definida no primeiro turno. Em cinco estados e no Distrito Federal também haverá escolha de governador.
Ivan contou que a esposa, de 82 anos, não pôde acompanhá-lo por estar acidentada. O filho contou que seguiria depois para outra escola, onde também exerceria seu direito ao voto.
Quando a reportagem chegou ao local de votação, outros idosos já aguardavam a abertura das seções. Entre eles estavam Neusa, de 78 anos, e Nelson Aoki, de 77. Com o apoio de uma bengala, Nelson caminhou até a escola para participar da eleição.

O casal contou que não conseguiu comparecer no primeiro turno devido à chuva forte que caiu no dia. Desta vez, fez questão de chegar cedo para garantir a participação.
Eles lembraram que o registro do voto serve como prova de vida para beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que facilita o procedimento de comprovação exigido pela Previdência Social.
Por estar localizada em uma região central, com muitos moradores antigos, a escola reúne eleitores que se conhecem há anos, segundo pessoas que estavam trabalhando na eleição.
Pela legislação eleitoral brasileira, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos.

