Virgínia Moraes dos Santos, de 40 anos, teve a liberdade provisória concedida após passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), em Campo Grande. Presa na quarta-feira, ela havia confessado à Polícia Militar ter ateado fogo em um colchão em uma residência no Jardim Centenário. Agora, a defesa apresenta outra versão e afirma que ela assumiu a culpa de outra pessoa.
A assessora jurídica Valéria Alvos dos Santos, que acompanha o caso, afirma que Virgínia não é culpada pelo ocorrido e teria assumido a responsabilidade para proteger um idoso que mora sozinho e é dependente de álcool.
Segundo Valéria, o homem estaria sendo despejado do imóvel que ocupava após entrar na casa sem autorização. Ao se comover com a situação dele, Virgínia teria se exaltado e acabou detida.
“Ela saiu na audiência de custódia porque é inocente e assumiu a culpa de outra pessoa”, afirmou a assessora jurídica.

Valéria também questiona a atuação policial e ressalta que os militares não teriam presenciado o momento em que o incêndio começou. Para ela, a versão apresentada pela defesa demonstra que Virgínia não deveria responder pelo caso.
“Se não fosse verdade, ela não tinha saído como inocente na audiência de custódia”, declarou.
Conforme o registro policial, a equipe foi acionada para atender ao incêndio na Rua Cabrália Paulista, no Jardim Centenário, e encontrou o fogo controlado pelo Corpo de Bombeiros. Na ocasião, Virgínia teria dito que colocou fogo no colchão para obrigar o idoso a deixar o imóvel, pois pretendia que o filho, de 19 anos, passasse a morar no local.

O marido dela, Wolney da Graça, de 42 anos, também foi conduzido à delegacia após, segundo os policiais, apresentar comportamento agressivo e desacatar a equipe.
O caso foi registrado como incêndio e desacato na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. A liberdade provisória concedida a Virgínia não equivale a uma declaração judicial de inocência, e a versão apresentada pela defesa deverá ser apurada no decorrer da investigação.

