A Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgou nota nesta quinta-feira (5) sobre a segunda fase da Operação Infiltrados 2, que tem 9 policiais civis como alvos, entre eles um delegado.
Procurada pelo Campo Grande News, a associação publicou nota em que defende as investigações “técnicas e imparciais”, mas também aproveita para cobrar o respeito aos direitos dos investigados, sob o argumento de que a apuração não permite antecipar julgamentos sobre a responsabilidade dos envolvidos.
“A condição de Delegado de Polícia não confere imunidade à investigação, mas também não retira os seus direitos fundamentais à presunção de inocência, à honra, à imagem e ao devido processo legal”, afirma a entidade.
No texto, a Adepol-MS reforçou sua atuação “na defesa dos direitos e das prerrogativas de seus associados, sem interferir na independência das investigações e respeitando a apuração individual das responsabilidades.”
Foi indagado pela reportagem se a entidade está prestando assessoria jurídica para o delegado alvo da operação de hoje, Guilherme Scucuglia, mas a nota não cita essa questão.
O Campo Grande News ainda não localizou a defesa do delegado e tentou falar com ele, no celular, sem retorno. Não há informação se o aparelho foi apreendido no cumprimento do mandado pelo Gaeco.
Quanto ao Sindicato dos Policiais Civis, também foi feito contato, e ainda não houve posicionamento. O texto será atualizado se houver a manifestação.

