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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Sangue raro é transportando pelo SUS em voo comercial para atender paciente em estado grave

Coletada no Ceará, a bolsa chegou nesta sexta-feira, 9, a Juiz de Fora (MG), onde um paciente em estado grave aguardava transfusão, informou o Ministério da Saúde

O SUS realizou nesta quinta-feira, 8, o segundo transporte de sangue raro na cabine de um voo comercial, por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde e companhias aéreas.

Coletada no Ceará, a bolsa chegou nesta sexta-feira, 9, a Juiz de Fora (MG), onde um paciente em estado grave aguardava uma transfusão, informou o ministério.

De acordo com a pasta, o paciente havia passado por um transplante renal. Durante os testes pré-transfusionais foi identificada a presença do anticorpo anti-Jsb (diferente dos sistemas ABO e Rh), o que dificultou a localização de sangue compatível. Com isso, a rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que permitiu localizar um doador no Ceará.

Após ser contatado, o doador compareceu ao hemocentro, onde a bolsa de sangue foi coletada e liberada já no mesmo dia, informou o ministério. O material seguiu para Minas Gerais até o paciente.

Sangue raro é transportando pelo SUS em voo comercial para atender paciente em estado grave
Paciente de Juiz de Fora havia passado por transplante renal e presença de anticorpo anti-Jsb dificultou busca por sangue compatível. Foto: Paulo Cavalcanti/Hemocentro

Esta não foi a primeira operação do tipo. Em 12 de setembro deste ano, uma bolsa de sangue raro foi também transportada gratuitamente na cabine de uma aeronave comercial de São Paulo para o Piauí. O material foi destinado a um paciente com doença renal crônica em estado grave e a transfusão foi realizada com sucesso. Segundo a pasta, o receptor apresentou bom estado de saúde após o procedimento.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação do transporte de sangue raro ocorre no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Saúde e as companhias aéreas, que já prevê o envio gratuito de órgãos destinados a transplantes. Em 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 transportes, dos quais 1.716 foram realizados em voos comerciais e 300 em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

A iniciativa busca reduzir o tempo de deslocamento e agilizar o atendimento de pacientes que precisam de tipos sanguíneos raros. Conforme a pasta, antes da mudança, as bolsas eram transportadas como carga, modalidade sujeita a prazos mais longos e restrições.

Com a atualização do acordo, o transporte poderá ocorrer à noite, nos fins de semana e feriados, para que o material chegue em tempo hábil aos pacientes que precisam de transfusão.

“Criado pelo Ministério da Saúde em 2013, o CNSR reúne atualmente 2.032 doadores e já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes”, disse o ministério. Além dos sistemas sanguíneos mais conhecidos, como ABO e Rh, existem outros antígenos presentes na superfície das hemácias. Um perfil sanguíneo é considerado raro quando ocorre em menos de uma a cada mil pessoas testadas.

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