O feriado terá outro tipo de articulação para um grupo de nomes conhecidos da política de Mato Grosso do Sul: escolher a isca, acertar o arremesso e esperar o peixe. Governador Eduardo Riedel, Reinaldo Azambuja, senador eleito, e Gerson Claro, presidente da Assembleia Legislativa, estão entre os participantes da pescaria na região da Barra, no encontro dos rios Aquidauana e Miranda, no Pantanal.
A turma reúne ainda Beto Azambuja, irmão do ex-governador, Rodrigo Azambuja, filho de Reinaldo, o ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti, Osvane Aparecido Ramos, Rodrigo Perez, secretário de Governo, e Felipe Matos, ex-secretário de Fazenda. Entre lideranças políticas, amigos e familiares, a programação reserva espaço para uma pausa depois da maratona eleitoral.
Pelo menos na proposta do passeio, sai de cena a pressa das agendas e entra a paciência que a pesca exige. O peixe, afinal, não atende a pedido de autoridade nem tem compromisso com o horário de ninguém.
O destino ajuda a desacelerar. A região do Touro Morto, também chamada de Toro Morto, guarda um dos cenários singulares do Pantanal. Ali, no encontro do Touro Morto com o Aquidauana, águas de tonalidades diferentes seguem lado a lado: de um lado, o rio barrento; do outro, uma faixa que parece escura pela transparência da água, que permite enxergar o fundo.
O acesso ao trecho é feito de barco. No caminho e nas margens, a paisagem abriga tuiuiús, capivaras, antas e onças-pintadas. É território em que a presença humana exige cuidado e acompanhamento de quem conhece os rios e os hábitos dos animais. Segundo reportagem do Campo Grande News sobre o local, a pesca ali é praticada na modalidade pesque e solte, com espécies como dourados, pacus e pintados.
Com tantos nomes da política no mesmo destino, assunto dificilmente faltará. Mas o conteúdo das conversas fica por conta dos participantes. Confirmada mesmo está a disposição de passar parte do feriado entre varas, linhas e águas pantaneiras.
Quanto ao tamanho dos peixes, será preciso esperar a volta. É quando começa outra tradição das pescarias: o relato de quem fisgou, de quem perdeu e daquele exemplar que escapou justamente antes da fotografia.

