17 C
Dourados
terça-feira, 22 de setembro de 2026

Oito atletas têm nacionalidade brasileira, por nascimento ou naturalização, e não entram no limite definido pela CBF

Oito atletas têm nacionalidade brasileira, por nascimento ou naturalização, e não entram no limite definido pela CBF

A nova restrição da CBF aos jogadores estrangeiros não vai atingir todos os atletas de outras nacionalidades que atuam no futebol brasileiro. Oito jogadores de clubes da Série A têm vínculos com o Brasil que fazem com que não sejam contabilizados no limite, seja por terem nascido no País ou por terem obtido a cidadania brasileira.

Esses são os casos de Maurício (Palmeiras), Carlos Coronel (São Paulo), João Costa (Cruzeiro), Jorginho (Flamengo), Rafael Tolói (São Paulo), Matheus Reis (Fluminense), Niclas Eliasson (Internacional) e Kannemann (Grêmio).

Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. A partir do próximo ano, o limite será reduzido para oito e cairá em uma vaga por temporada até chegar a cinco em 2030.

Jorginho é brasileiro de nascença

A relação de Jorginho com a Itália começou ainda na adolescência. Natural de Imbituba (SC), o meio-campista deixou o Brasil nas categorias de base e foi para o Hellas Verona, onde deu os primeiros passos no futebol profissional. A carreira no país europeu também levou à cidadania italiana e, posteriormente, à convocação para a Azzurra.

Jorginho passou por Napoli, Chelsea e Arsenal antes de retornar ao Brasil para defender o Flamengo, em 2025. Embora tenha construído sua trajetória internacional pela Itália, o jogador nasceu no Brasil e, por isso, não é contabilizado como estrangeiro pela regra da CBF.

Maurício tem cidadania paraguaia

A história de Maurício com o Paraguai passa pela família. O meia nasceu em São Paulo e tem avó paterna paraguaia. O pai, embora brasileiro de nascimento, passou a infância e a adolescência no país vizinho. A ligação familiar fez com que Maurício buscasse a cidadania paraguaia, processo concluído em fevereiro de 2026.

Antes de defender o Paraguai, o jogador havia passado pelas seleções brasileiras de base. Neste ano, disputou a Copa do Mundo pela seleção paraguaia e marcou contra os Estados Unidos. Mesmo com a mudança de nacionalidade esportiva, Maurício nasceu no Brasil e não ocupa uma vaga de estrangeiro no Palmeiras.

Tolói também tem cidadania italiana

Rafael Tolói nasceu em Glória D’Oeste, no Mato Grosso, e foi formado pelo Goiás. Depois de uma passagem pelo São Paulo, o zagueiro seguiu para a Itália, onde defendeu Roma e Atalanta. Foi no clube de Bérgamo que passou a construir uma relação mais longa com o futebol italiano.

Em 2021, Tolói obteve a cidadania italiana e recebeu autorização da Fifa para defender a seleção do país. Ele participou da campanha do título da Eurocopa daquele ano. Mesmo com a dupla nacionalidade, o defensor continua sendo considerado brasileiro para a regra da CBF por ter nascido no País.

Carlos Coronel nasceu no Brasil

Carlos Coronel nasceu em Corumbá (MS), em uma família formada por pai brasileiro e mãe paraguaia. Criado em Porto Murtinho, também no Mato Grosso do Sul, o goleiro desenvolveu a carreira profissional fora do País e passou por clubes da Áustria e dos Estados Unidos.

A ligação com o Paraguai ganhou outro capítulo quando Coronel passou a defender a seleção do país. O jogador possui dupla nacionalidade e retornou ao Brasil em 2026 para jogar pelo São Paulo. Como nasceu em território brasileiro, porém, seu nome não entra na conta de estrangeiros da CBF.

Matheus Reis tem cidadania brasileira

Matheus Reis nasceu na Cidade do México e chegou ao Fluminense aos dez anos de idade. Formado em Xerém, o atacante passou pelas categorias de base do clube antes de alcançar o time profissional em 2026.

A nacionalidade brasileira veio por naturalização. Matheus Reis também teve passagem pelas seleções de formação do México, mas escolheu defender o Brasil e foi campeão do Sul-Americano Sub-17 em 2023. Como possui cidadania brasileira, não será afetado pela medida da CBF.

Eliasson possui nacionalidade brasileira

Niclas Eliasson nasceu em Varberg, na Suécia, e construiu toda a formação profissional no futebol europeu. Antes de chegar ao Internacional, em 2026, passou por clubes suecos, pelo Bristol City, da Inglaterra, pelo Nîmes, da França, e pelo AEK, da Grécia. Também defendeu a seleção sueca.

Apesar da trajetória ligada à Suécia, Eliasson possui nacionalidade brasileira. Filho de mãe brasileira, o jogador manteve contato com o País desde a infância e chegou ao Inter como um atleta sueco-brasileiro.

João Costa tem dupla nacionalidade

João Costa nasceu em Umuarama, no Paraná, e começou a formação no futebol brasileiro. Passou por Palmeiras e Corinthians antes de seguir para a Roma, onde continuou a trajetória nas categorias de base e chegou a atuar profissionalmente.

O atacante tem ascendência portuguesa e obteve a cidadania do país europeu, passando a ter dupla nacionalidade. João Costa também defendeu Portugal nas categorias de base, mas segue com nacionalidade brasileira. De volta ao País para defender o Cruzeiro, não entra na contagem de estrangeiros.

Kannemann se naturalizou brasileiro

Kannemann é o único dos oito casos que fez o caminho inverso. Nascido em Concepción del Uruguay, na Argentina, o zagueiro chegou ao Grêmio em 2016 e permaneceu no clube durante praticamente toda a carreira no futebol brasileiro.

Depois de quase uma década em Porto Alegre, o defensor concluiu o processo de naturalização brasileira iniciado em 2024. A mudança foi oficializada em março de 2026 e fez com que ele deixasse de ocupar uma vaga destinada a estrangeiros no elenco gremista.

Leia também

Últimas Notícias