Cinco das dez menores cidades de Mato Grosso do Sul perderam habitantes em um ano, conforme a pesquisa Estimativa da População 2026, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em contrapartida, entre a dezena que concentra a maior parte dos moradores do Estado, apenas uma teve queda populacional.
A cidade que tem menos habitantes no Estado é Jateí que chegou a este ano com 3.573 moradores, uma queda de 0,64% em relação aos 3.596 que possuía em 2025. O município foi o que mais perdeu população entre os dez menores, seguido de Caracol que está com 5.078 pessoas (-0,35%); Novo Horizonte do Sul com 4.791 (-0,21%), Rio Negro com 4.911 (-0,20%) e Corguinho com 4.890 (-0,04%).
Os demais que cresceram foram Figueirão que chegou a 3.790 habitantes (+1,04), Rochedo a 5.494 (+0,79%), Douradina a 5.785 (+0,29%), Taquarussu com 3.748 (+0,21%) e Alcinópolis com 4.651 (0,04%).
Equilibrando esses números, as pequenas cidades juntas tiveram um saldo positivo de 46 novos moradores, uma alta 0,10% em relação ao ano passado. Ainda assim, se somado o contingente das dez cidades o total é de 46.711 habitantes, população que é maior somente que a de Paranaíba que tem 42.7258 moradores e figura em 11ª no ranking populacional do Estado.
As menores cidades equivalem ainda a mais de um quarto do total de sul-mato-grossenses que perderam habitantes entre 2025 e 2026. Ao todo foram 19 ou 24% dos municípios.
CONTRASTES
Apesar disso, a cidade que mais viu mais moradores indo embora está entre as mais populosas. É Corumbá que chegou a 96.334 habitantes este ano, uma queda de 2,45% em relação a 2025. Isso significa que o município perdeu sozinho 2.417 moradores, o que equivale a mais da metade da população de Jateí.
Nesse cenário, a capital do Pantanal caiu uma posição no ranking, passou a ocupar o quarto lugar, deixando o terceiro para Ponta Porã que viu sua população crescer apenas 0,99%, mas o suficiente para chegar aas 99.572 pessoas.
O município pantaneiro foi o único entre os dez maiores do Estado a ter queda populacional. As demais cidades viram a população aumentar em um ano e juntas ganhar 12.923 habitantes, uma alta de 0,72%.
O crescimento mais expressivo foi de Três Lagoas que alcançou 145.514 moradores, um aumento de 1,39%; seguido de Dourados com 266.950 (+1,11%); Maracaju com 48.564 (+1,02%); Campo Grande com 970.843 (+0,83%); Naviraí com 53.307 (+0,55%); Sidrolândia com 50.079 (+0,69%); Nova Andradina com 51.081 (+0,46%) e Aquidauana (+0,25%).
No entanto, a cidade sul-mato-grossense que mais ganhou moradores proporcionalmente não está em qualquer desses extremos. A maior taxa foi alcançada por Ladário (+9,84%), seguida de Chapadão do Sul (2,25%) e Costa Rica (1,92%).
IMPACTOS
De acordo com o IBGE, os dados são utilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Isso significa que o contingente populacional estimado tem impacto nos cofres das prefeituras e do executivo estadual.
A estimativa levantada nessa pesquisa que é anual, dão suporte aos indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre a realização dos Censos.

