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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Falta de laudos leva Justiça a soltar 4 acusados de hackear Juliano Varela

Três réus tiveram preventivas revogadas e uma investigada deixou a prisão domiciliar

A Justiça revogou as prisões preventivas de três acusados de participação no golpe que retirou quase R$ 60 mil da Associação Juliano Varela, em Campo Grande, além da prisão domiciliar de uma quarta ré. A decisão ocorreu porque laudos não foram encaminhados ao juízo dentro do prazo concedido pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Foram beneficiados Eduardo de Sousa Pereira Neves, Guilherme de Sousa Rodrigues Pereira Neves e Anderson David Ferreira, que estavam presos preventivamente (por tempo indeterminado), e Nayara Ribeiro Sue, que cumpria prisão domiciliar.

A decisão atende a uma determinação feita no julgamento de um habeas corpus. Conforme o despachado no Diário da Justiça, o prazo fixado pelo TJMS terminou sem que os documentos pendentes chegassem ao processo. Não há mais detalhes sobre quais laudos deixaram de ser enviados ao Judiciário.

Os quatro deverão comparecer à Justiça a cada dois meses para informar e justificar suas atividades. Também estão proibidos de se ausentar da comarca onde moram por mais de oito dias sem solicitar previamente ao juízo.

Eduardo já havia tentado obter o mesmo benefício concedido a outro réu, Sérgio Alves de Meneses, cuja prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares. Conforme matéria publicada pelo Campo Grande News em abril, o pedido foi negado porque a Justiça considerou que as situações dos acusados eram diferentes, já que Eduardo era apontado como suposto líder do esquema.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), seis pessoas teriam participado da retirada de R$ 59.699,99 da conta da associação entre 28 e 30 de agosto de 2024. Além dos quatro beneficiados pela nova decisão e de Sérgio, Renato Santos da Silva também foi denunciado. Eles respondem por furto qualificado mediante fraude eletrônica e associação criminosa.

A investigação levou a uma operação da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), em maio de 2025. Três investigados foram presos em cidades paulistas. Durante as buscas, a polícia apreendeu celulares, computadores, notebooks e cartões de memória.

Na época, o diretor social da associação, José Luiz Fernandes Varela, informou que os invasores conseguiram passar pelas autenticações da presidência e do setor financeiro. O dinheiro seria utilizado para despesas da entidade, como água, energia e internet. Segundo ele, o banco devolveu o valor em dois dias. A instituição atende pessoas com deficiência intelectual na Capital.

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