Estagiária de um escritório de advocacia de Campo Grande, Eduarda Almeida, 22, até tentou uma solução amigável para que o motorista que atropelou seu cachorro, Caramelo, se responsabilizasse pelos gastos numa clínica veterinária.
O pet está internado há uma semana e a conta já soma R$ 1,8 mil. Ao saber da estimativa dos custos do tratamento, o homem deixou de responder aos contatos da jovem. Ela propôs parcelar o valor para que ele pagasse , mas não houve acordo.
O atropelamento ocorreu em 5 de outubro deste ano na Rua Uirapuru, no Bairro Estrela Dalva. Quatro dias depois, Eduarda procurou a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) e denunciou a falta de assistência ao cãozinho por parte do motorista após o atropelamento. Ela relatou que, numa das últimas conversas, o autor do atropelamento afirmou que pagaria apenas R$ 400. O caso foi registrado como preservação de direito.
Como foi – Nesta terça-feira (13), a tutora contou ao Direto das Ruas não ter percebido que Caramelo escapou do portão de sua casa naquele dia. "Ele não tem o costume de ficar na rua, fui eu que não percebi a fuga dele quando saí para trabalhar", afirmou.
Vídeo da câmera de segurança de um comércio localizado em frente à casa de Eduarda mostra que o motorista dirigia um Hyundai HB20 e, aparentemente, respeitava a velocidade permitida na via. Ele chegou a descer do carro e olhar para o animal mancando após o atropelamento, mas não o levou para nenhuma clínica.

Por volta das 9h, a estagiária foi avisada pelo namorado que o cachorro foi vítima de atropelamento e estava acolhido num comércio próximo. Depois, ela conseguiu identificar e localizar o condutor porque, no momento do atropelamento, ele usava crachá e uniforme da empresa onde trabalha.
Caramelo tem quatro anos e é SRD (sem raça definida). Ele teve fratura exposta na patinha traseira. "Como a ferida ainda está aberta e sangra, ele precisa refazer os curativos e terá que ficar mais alguns dias na clínica. Os gastos vão aumentar", relata Eduarda.
Responsabilidade – O caso levanta a dúvida: de quem é a responsabilidade nessa situação? Do tutor, do motorista ou dos dois lados?
Segundo a assistência jurídica que a jovem está recebendo onde trabalha, seria do condutor, por não ter se atentado à via. "Ele reconheceu que se distraiu num dos nossos contatos", diz ela.
A reportagem entrou em contato com o motorista e o questionou sobre o caso. Não houve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.

