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domingo, 11 de outubro de 2026

Trator faz “plantão” em estrada de assentamento que vira atoleiro na chuva

Moradores do Três Corações dividem custos do veículo para vencer trechos de lama

Um trator faz “plantão” em uma estrada do Assentamento Três Corações, em Anhanduí, distrito de Campo Grande, para ajudar moradores a vencer os atoleiros durante o período de chuva. Luiz Damas da Silva, de 28 anos, relata que, por conta do problema, crianças da região estão sem ir à escola durante a semana de provas.

Segundo o morador, a situação é antiga e se repete sempre que há um período prolongado de chuva. Em imagens gravadas neste domingo (11), é possível observar que a estrada fica parecida com uma pista de rali. Em um dos vídeos, um carro aparece atolado.

“Tem vários pontos de atoleiro, vários pontos de poça d'água funda, choveu, ônibus escolar não passa, as kombis escolar também que pegam nas fazendas não passam, porque não tem condições. E aqui tem muitas pontes, muitas cabeceiras de ponte. E a cabeceira de ponte, então, é proibido passar quando chove, porque além de ela ser muito íngreme, ela é muito lisa. Então, qualquer deslize que der, é cair dentro do rio”, conta.

Segundo Luiz, a última manutenção realizada nas estradas ocorreu no ano passado. No entanto, ele afirma que o serviço perde o efeito já na primeira chuva, quando surgem novas crateras e pontos de atolamento.

“Se eu ficar lá, como é a hora lá, a gente mostra uns quatro, cinco motoqueiros caindo, carro atolando, o trator tá até lá pra dar um apoio porque toda hora o cara vem e volta, vem e volta pro trator, então já até deixou lá, com o motorista lá, já pra dar um recurso pra nós”, explica.

O custo do trator utilizado para atender os moradores é dividido mensalmente entre eles. Luiz não soube informar o valor de cada cota, pois a quantia varia conforme o número de viagens que o veículo precisa fazer e o gasto de etanol da máquina.

Além das despesas, o problema também impede que os alunos da comunidade cheguem à escola. “Quando tá tempo assim de chuva, o diretor já fala, não vai rodar com os ônibus, porque já sabe, né, que ou tem perigo de atolar, ou tem abrigo de ônibus pegar uma valeta e tombar. Aí já não roda”, relata.

Os estudantes ficam sem ir à escola até que a estrada seque, o que pode levar dias. “Quando pensa que vai secar a estrada, dá outro pico de chuva, aí acabou de novo. Aí é mais dois, três dias. E estão em semana de prova, e estão perdendo prova, porque não tem como ir pra escola. E os professores não tem como chegar na escola, porque alguns vêm de Campo Grande”, diz.

O Campo Grande News procurou a Prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento sobre as condições da estrada e as medidas previstas para resolver o problema. Assim que houver retorno, as informações serão acrescentadas à matéria.

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