O copiloto omanense que atacou o capitão do voo da Flydubai em 30 de setembro planejava lançar o avião contra o aeroporto internacional de Tel Aviv, afirmou nesta sexta-feira, 9, o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o comunicado, o copiloto inspirou-se nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, e buscava “causar o maior número possível de mortes”, segundo as conclusões do procurador, publicadas pela mídia estatal.
Em 30 de setembro, o copiloto de um voo que havia partido de Dubai com destino a Tel Aviv, transportando 174 passageiros, atacou o comandante da aeronave, o que forçou um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Durante o ataque, o comandante, de nacionalidade indiana, conseguiu abrir a porta da cabine.
Os passageiros relataram como invadiram a cabine e lutaram com o agressor pelo controle do avião, que perdeu cerca de 17.000 pés de altitude em apenas um minuto, segundo o Flightradar24.
O copiloto “atendia aos requisitos profissionais e de segurança para o cargo, incluindo possuir licença de piloto, apresentar certificado de bons antecedentes e passar pelas verificações exigidas”, afirmou o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi.
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Após o incidente, ele ordenou “uma análise minuciosa de todos os aspectos relacionados à segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel”./Com informações da AFP

