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domingo, 25 de outubro de 2026

PF registra crimes eleitorais em 4 estados; não há ocorrências em MS

Em Mato Grosso do Sul, esquema de segurança mobiliza 3,3 mil profissionais

A PF (Polícia Federal) registrou ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais em quatro estados brasileiros durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25). Conforme balanço divulgado às 10h30 (horário de Brasília), os registros ocorreram no Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe. Até o momento, não havia nenhuma ocorrência em Mato Grosso do Sul.

Segundo a corporação divulgou, dois termos circunstanciados foram lavrados para apurar possíveis crimes eleitorais. Quatro pessoas foram conduzidas, enquanto duas situações de possíveis flagrantes permaneciam em análise.

Entre as principais irregularidades investigadas estão a propaganda eleitoral irregular e a violação do sigilo do voto. A Polícia Federal atua em todo o território nacional na prevenção e repressão a crimes eleitorais, além de investigar fatos de competência da Justiça Eleitoral.

Esquema em MS – Em Mato Grosso do Sul, a segurança da votação é acompanhada pelo Centro Integrado de Comando e Controle, instalado no Jardim Veraneio, em Campo Grande. O espaço reúne representantes de 20 instituições responsáveis pelo acompanhamento das eleições e pela atuação em eventuais ocorrências.

A Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) mobilizou 3,3 mil profissionais, 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação espalhados pelo Estado. Dois representantes de Mato Grosso do Sul também foram enviados a Brasília (DF), onde funciona um centro nacional de monitoramento.

O secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, afirmou que o planejamento utilizado no primeiro turno foi mantido para a votação deste domingo. A avaliação é de que o movimento nas seções eleitorais seja menor, já que os eleitores precisam escolher apenas o candidato à Presidência da República.

“A expectativa é de um dia muito seguro e muito tranquilo”, afirmou Wagner ao Campo Grande News.

PF registra crimes eleitorais em 4 estados; não há ocorrências em MS
QG foi montado para centralizar operação de segurança (. Foto: Izabela Cavalcanti)

O esquema de segurança ocorre depois de dois episódios de violência registrados no sábado (24), durante mobilizações políticas. Em Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu ao ser atingido por três tiros durante uma briga durante uma carreata bolsonarista. Outro homem também foi baleado.

Em Corumbá, um homem de 50 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma caravana política na Avenida Gaturama, na região do Bairro Maria Leite.

Onde denunciar – Eleitores que presenciarem irregularidades durante a votação podem registrar denúncias pelo aplicativo Pardal, disponibilizado gratuitamente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A ferramenta recebe denúncias de propaganda eleitoral irregular, como boca de urna, e permite o envio de fotos, vídeos e outras informações que ajudem na apuração.

Casos de compra de votos, crimes eleitorais e outras irregularidades também podem ser comunicados ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pelo endereço https://www.mpms.mp.br/ouvidoria/cadastro-manifestacao.

Em situações de flagrante ou quando houver necessidade de intervenção policial imediata, os eleitores podem acionar a PM (Polícia Militar) pelo telefone 190. As denúncias também podem ser encaminhadas à autoridade policial ou à Justiça Eleitoral.

Balanço nacional – Até as 10h30 deste domingo, a Polícia Federal havia instaurado 1.608 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.

Durante o ano, as investigações resultaram na apreensão de R$ 51,9 milhões em bens e valores. Desse total, R$ 31,7 milhões correspondem a dinheiro em espécie.

Os números são atualizados constantemente e podem sofrer alterações conforme o registro de novas ocorrências, o andamento das investigações e a inclusão de informações nos sistemas da instituição.

A população pode acompanhar os registros em tempo real pelo painel de monitoramento da Polícia Federal.

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