Antes da abertura das urnas para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, ruas próximas a locais de votação amanheceram neste domingo (4) tomadas por santinhos de candidatos em Campo Grande.
No Bairro Taveirópolis, uma grande quantidade de material de campanha estava espalhada nas proximidades da Escola Estadual José Antônio Pereira. Os papéis cobriam trechos da calçada e se acumulavam junto a folhas e outros resíduos. O cenário se repetiu em frente a escola Professora Iracema de Souza Mendonça, no Universitário.

Situação semelhante foi encontrada na região central. Na Avenida Afonso Pena, nas proximidades da Escola Estadual Joaquim Murtinho, santinhos também estavam espalhados pelo asfalto durante as primeiras horas da manhã. Já na Escola Estadual Professora Lúcia Martins Coelho, também no Centro, o cenário era diferente. A área em frente à unidade estava limpa, sem o acúmulo de propaganda eleitoral observado nos outros dois pontos percorridos pela reportagem.
O descarte de material de campanha próximo aos locais de votação é uma cena recorrente em dias de eleição, mas há diferença entre os santinhos que já estavam nas ruas e a distribuição feita neste domingo.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabelece que pedir votos, distribuir santinhos ou abordar eleitores com objetivo de influenciar o voto no dia da eleição é proibido e pode configurar crime de boca de urna.
Neste domingo, os eleitores de Mato Grosso do Sul fazem seis escolhas. A ordem começa com deputado federal, seguido de deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República. Como dois terços do Senado são renovados neste ano, cada eleitor pode escolher dois candidatos diferentes para o cargo.
A votação ocorre das 7h às 16h, pelo horário de Mato Grosso do Sul. Quem estiver na fila no momento do encerramento ainda terá direito a votar. A Justiça Eleitoral permite e incentiva que o eleitor leve uma "colinha" de papel com os números dos candidatos. Celulares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos, porém, não podem ser levados para a cabine de votação.
Colaborou Juliano Almeida

