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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Produção de café mais que dobra em MS, mesmo com menos área cultivada

A produção de café arábica em Mato Grosso do Sul deve mais que dobrar em 2026, mesmo com uma área cultivada menor. A estimativa é de 209 toneladas, crescimento de 111,1% em relação às 99 toneladas registradas no ano passado, segundo o levantamento de setembro do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta quinta-feira (15).

O avanço chama atenção porque ocorreu na direção contrária à expansão das lavouras. A área destinada ao café no Estado diminuiu de 158 para 154 hectares, redução de 2,5%. Apesar disso, a quantidade produzida por hectare aumentou expressivamente.

O rendimento médio passou de 627 quilos por hectare em 2025 para 1.357 quilos em 2026, alta de 116,4%. O ganho de produtividade foi suficiente para compensar a pequena redução da área cultivada e elevar a produção estadual.

Ou seja: os dados estaduais mostram, por enquanto, uma atividade ainda de pequena escala, mas com crescimento expressivo no rendimento das lavouras.

Produção ainda pequena – Embora o crescimento percentual seja expressivo, Mato Grosso do Sul continua com participação reduzida no mercado nacional de café arábica.

Para efeito de comparação, a produção brasileira da variedade está estimada em 2,8 milhões de toneladas, equivalentes a aproximadamente 46,3 milhões de sacas de 60 quilos. Minas Gerais, principal produtor do País, responde por 73,4% desse volume, com previsão de cerca de 2 milhões de toneladas.

Produção de café mais que dobra em MS, mesmo com menos área cultivada

A produção sul-mato-grossense de 209 toneladas equivale a aproximadamente 3,5 mil sacas de 60 quilos. O volume representa menos de 0,01% da safra nacional de arábica.

Mesmo assim, o crescimento coloca Mato Grosso do Sul entre os estados que registraram aumento na produção da variedade em 2026. O IBGE também aponta avanços em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco.

Cenário nacional – O levantamento atribui parte das perspectivas positivas para a safra brasileira de arábica às condições climáticas favoráveis em regiões produtoras do Centro-Sul e ao ciclo de bienalidade positiva da cultura.

A bienalidade é uma característica da produção de café, marcada pela alternância entre períodos de maior e menor rendimento das plantas. Em 2026, a expectativa nacional é de uma safra mais produtiva.

O IBGE também destaca que preços capazes de garantir boa rentabilidade podem incentivar investimentos em tecnologia, adubação e correção do solo.

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