O medo da dor e a dúvida sobre o que acontece dentro da sala de exame podem adiar a primeira mamografia. O procedimento costuma levar cerca de 15 minutos, e a compressão das mamas, necessária para obter imagens nítidas, dura apenas o tempo necessário para cada registro. O desconforto varia de pessoa para pessoa, mas conhecer as etapas do exame ajuda a chegar mais preparada.
A mamografia é uma radiografia das mamas realizada em um aparelho chamado mamógrafo. Durante o procedimento, cada mama é posicionada entre duas placas, que fazem uma compressão temporária para melhorar a qualidade da imagem. A equipe orienta a posição do corpo e explica cada etapa.
Como se preparar para a primeira mamografia?
Alguns cuidados ajudam a tornar o exame mais confortável e evitam interferências nas imagens.
Escolha o momento, se possível. Para quem ainda menstrua e apresenta sensibilidade nas mamas, pode ser mais confortável realizar o exame na semana seguinte à menstruação. A sensibilidade varia ao longo do ciclo , por isso vale informar à equipe se houver dor importante.
Evite produtos na região. No dia do exame, não use desodorante, talco ou cremes nas axilas e nas mamas. Alguns produtos podem produzir marcas nas imagens e dificultar a interpretação.
Leve exames anteriores. Mamografias e outros exames de imagem já realizados podem ajudar o radiologista a comparar resultados e identificar mudanças ao longo do tempo.
Avise a equipe sobre situações específicas. Informe se tem próteses mamárias, se existe possibilidade de gravidez ou se sente dor nas mamas. Essas informações ajudam a equipe a orientar o procedimento.
Com que idade fazer a primeira mamografia?
A recomendação depende da finalidade do exame, do histórico individual e das diretrizes adotadas.
Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou a orientação para o rastreamento populacional do câncer de mama no SUS (Sistema Único de Saúde). A recomendação passou a priorizar mulheres de 50 a 74 anos, com mamografia a cada dois anos.
Mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar o exame de rastreamento por demanda no SUS, após orientação de um profissional de saúde sobre benefícios e possíveis riscos. Para quem apresenta sintomas ou tem fatores de risco relevantes, a investigação e a indicação dos exames devem ser individualizadas.
Sociedades médicas, como o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, adotam recomendações próprias para o rastreamento, que podem diferir das diretrizes do Ministério da Saúde. Por isso, a idade para iniciar e a frequência dos exames devem ser discutidas com o médico, considerando o perfil de cada paciente.
O histórico familiar também merece atenção. Casos de câncer de mama ou de ovário na família, especialmente em parentes próximos e em idades jovens, podem indicar a necessidade de avaliação individualizada.
O que significa o resultado da mamografia?
O laudo utiliza o sistema BI-RADS, uma classificação padronizada que organiza os achados dos exames de imagem das mamas e orienta a conduta seguinte.
As categorias vão de 0 a 6. Um resultado BI-RADS 0 indica que são necessárias imagens adicionais ou uma avaliação complementar para concluir a análise. Outras categorias podem indicar achados benignos, necessidade de acompanhamento, suspeita de malignidade ou câncer já confirmado por biópsia.
Receber um pedido de ultrassonografia, de novas imagens ou de outro exame não significa, por si só, que exista câncer. A investigação complementar serve para esclarecer o achado e definir a conduta adequada.
O importante é não interromper o acompanhamento após receber o laudo. A interpretação deve considerar o resultado completo, os exames anteriores e a avaliação clínica.
Quando procurar um médico sem esperar a idade do rastreamento? A mamografia de rotina é destinada a pessoas sem sinais ou sintomas suspeitos. Quem percebe alterações nas mamas precisa procurar avaliação médica, independentemente da idade.
Entre os sinais que merecem atenção estão o aparecimento de um nódulo, mudanças na pele, retração do mamilo, aumento progressivo de uma mama ou saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente quando ocorre em apenas um lado.
A investigação pode incluir exame clínico, mamografia, ultrassonografia ou outros métodos de imagem, conforme a avaliação profissional. Quanto mais cedo uma alteração suspeita for investigada, maior a possibilidade de identificar a doença em fases iniciais.
Câncer de mama: os números no Brasil e em Mato Grosso do Sul
O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no Brasil para o triênio de 2026 a 2028. Em Mato Grosso do Sul, a estimativa para 2026 é de 930 novos casos.
Os dados reforçam a importância do acesso ao rastreamento indicado, da investigação oportuna de alterações suspeitas e da continuidade do cuidado após os exames.
Onde buscar atendimento em Campo Grande? Em Campo Grande, o Hospital Proncor oferece serviços de diagnóstico por imagem, incluindo ultrassonografia, e acompanhamento médico por meio de sua estrutura assistencial.
O Hospital Santa Marina, também em Campo Grande, mantém atendimento de urgência e emergência pediátrica e ginecológica. Para situações que exigem avaliação médica, a escolha do serviço depende dos sintomas e da necessidade de atendimento.
A prevenção e o diagnóstico precoce exigem acompanhamento ao longo de todo o ano. Para quem vai fazer a primeira mamografia, entender o procedimento e conversar com um profissional de saúde são passos importantes para tomar uma decisão informada.
Quanto tempo leva a primeira mamografia? O exame costuma levar cerca de 15 minutos, embora o tempo possa variar conforme o procedimento e a necessidade de obter imagens adicionais.
A mamografia dói? A compressão das mamas pode provocar pressão ou desconforto temporário. A intensidade varia de pessoa para pessoa. Avise a equipe se sentir dor importante durante o exame.
Qual é a idade recomendada para começar a mamografia? O Ministério da Saúde prioriza o rastreamento no SUS entre 50 e 74 anos, a cada dois anos. Mulheres de 40 a 49 anos podem realizar o exame por demanda, após orientação profissional sobre benefícios e riscos. A indicação pode mudar conforme sintomas e fatores de risco.
Proncor
Se precisar de atendimento no Proncor e no Santa Marina, confira abaixo os contatos:
– Central de atendimento: Ligue para 3003-3230, das 6h às 19h. – Agendamento online: Acesse www.hospitalproncor.com.br para marcar consultas e exames. – WhatsApp: Entre em contato com nossa assistente virtual pelo (21) 2101-2658. – Concierge: (67) 99830-4241


