A Sportingbet está entre as casas de apostas que enviaram notificações aos clubes que patrocina sobre a possibilidade de rescisão imediata de seus contratos comerciais. A operadora mandou o aviso a Palmeiras e Vasco, os times com os quais tem acordo comercial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar nesta sexta-feira, 25, uma Medida Provisória (MP) que proíbe apostas esportivas online, conhecidas como bets, e cassinos digitais no País. A nove dias das eleições, Lula decidiu tomar uma atitude drástica para reduzir o endividamento das famílias, apontado nas pesquisas de intenção de voto como uma das causas da desaprovação do governo
Nesse cenário de proibição total da operação de bets no País, o fim dos acordos de patrocínio é considerado inevitável pelas operadoras.
Procurada, a Sportingbet disse que “acompanha atentamente as discussões em torno da MP” e afirmou preferir aguardar a íntegra da MP para “avaliar os desdobramentos e eventuais medidas cabíveis”.
Dona do terceiro maior contrato de patrocínio da Série A, a Sportingbet pagou ao Palmeiras R$ 120 milhões em 2025, sendo R$ 100 milhões fixos.
O patrocínio da casa de aposta representou 6,9% da arrecadação anual do Palmeiras em 2025. O clube teve R$ 1,7 bilhão de receita bruta em 2025, o maior valor de sua história.
O valor pode variar porque o contrato prevê bônus de até R$ 70 milhões por ano em caso de metas atingidas, a maioria delas associada a conquistas.
A Sportingbet tem acordo de patrocínio com o Palmeiras desde janeiro de 2025, quando passou a substituir a Crefisa, empresa da presidente Leila Pereira que pagava R$ 80 milhões anuais. A casa de aposta exibe sua marca na camisa do Vasco desde julho deste ano em acordo que rende R$ 40 milhões fixos ao time carioca por ano.
A empresa também tem parceria comercial com Conmebol, NBA no Brasil e patrocina as transmissões de futebol e basquete na Amazon Prime Video.
Palmeira e Vasco fazem parte do movimento de clubes que lançou um manifesto na semana passada em defesa do mercado regulado de apostas esportivas.
Eles dizem que estão preocupados com os “rumores” e que, caso eles se confirmem, será “golpe fatal” no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações. Como adiantou o Estadão, o manifesto em conjunto foi uma reação dos clubes após casas de apostas ameaçarem a revisão de patrocínios.

