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terça-feira, 6 de outubro de 2026

MS renova metade da bancada no Congresso Nacional

A bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional vai passar por uma renovação de 50% dos nomes, a partir de 2027. Das oito vagas para deputados federais, três serão substituídas por parlamentares diferentes dos atuais e das três cadeiras para senadores, as duas escolhidas este ano não serão ocupadas por reeleitos.

Os nomes que chegam à Câmara dos Deputados na próxima legislatura são de três mulheres. Entre elas está Rose Modesto, que é presidente estadual do União.

Rose já foi vice-governadora e a primeira mulher a assumir a gestão da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), cargo do qual saiu para disputar a prefeitura de Campo Grande em 2024.

Também assume pela primeira fez o cargo de deputada federal, Mara Caseiro (PL), após cumprir quatro mandatos na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Groso do Sul).

Ainda no campo da renovação, o legislativo federal recebe Isa Marcondes (Republicanos), a mais votada em Dourados entre os que disputavam vagas este ano. Ela repete o feito das Eleições Municipais de 2024, quando foi eleita como a vereadora mais votada do parlamento douradense.

MULHERES FAZENDO HISTÓRIA

Com esse trio, o Estado passa a ter a maior bancada feminina já conquistada no Congresso, considerando que permanece no cargo para um segundo mandato Camila Jara (PT).

A única representante da esquerda sul-mato-grossense, ela foi a deputada federal mais votada da história de Mato Grosso do Sul, com 154.157 eleitores confirmando seu nome na urna este ano.

A votação expressiva de Camila, no entanto, não foi suficiente para garantir que o PT continuasse com dois parlamentares no próximo ano. Isso porque Vander Loubet (PT) deixou de se candidatar a deputado, para concorrer a uma vaga para o Senado Federal, mas não se elegeu.

Mais uma bancada partidária que ‘encolheu’ foi a do Progressistas. O partido tem dois parlamentares nessa legislatura, mas somente Dagoberto Nogueira (PP) foi reeleito para um quinto mandato. Dr. Luiz Ovando (PP) deixa o congresso após duas legislaturas, para ficar na suplência.

Em contrapartida, a bancada do PL cresceu com a chegada de Mara Caseiro. Ela ficará ao lado dos reeleitos Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL), ambos seguindo para um segundo mandato.

Também amplia sua representatividade o Republicados, com a ida de Isa Marcondes. Junto a ela está Beto Pereira, que vai para a terceira legislatura.

O União permanece com uma única vaga destinada a Rose Modesto. Nessa legislatura quem ocupa a cadeira é Geraldo Resende, que deixa o parlamento federal após seis mandatos.

Ao todo, a Câmara dos Deputados tem 513 parlamentares e a distribuição das vagas é feita com base no contingente populacional dos Estados. MS está entre os 12 menos populosos, que ficam com o piso de oito deputados cada.

O que mais possui representantes é São Paulo com 70, seguido de Minas Gerais com 53 e Rio de Janeiro com 46.

SENADO FEDERAL

Já no Senado Federal, todos tem o mesmo ‘peso’. São 81 senadores, divididos de forma igualitária em três para cada Estado e o Distrito Federal.

No domingo, os eleitores puderam escolher dois desses representantes e optaram pela renovação levando uma dupla do PL.

Assumem as vagas em 2027 o ex-governador de MS, Reinaldo Azambuja que preside o partido no Estado, e Capitão Contar que era deputado estadual quando perdeu em 2022 a disputa para a chefia do executivo sul-mato-grossense.

Essa aliança ganhou ainda o reforço do atual senador Nelsinho Trad (PSD), que desistiu de disputar a reeleição este ano para seguir uma orientação nacional do seu partido comandado por Gilberto Kassab, de unificar os esforços da centro-direita no Estado.

Nessa composição, Nelsinho ficou como 1º suplente de Azambuja, ou seja, caso o ex-governador precise deixar o cargo, é ele quem assume. O 2º suplente é Felipe Mattos (União).

Vale lembrar que diferente de outras casas legislativas que a suplência é definida pelo voto, no caso dos senadores eles são definidos na etapa da candidatura.

Também sai depois de cumprir um primeiro mandato, Soraya Thronicke (PSB) que não se reelegeu.

Azambuja e Contar assume ao lado de Tereza Cristina Correa da Costa Dias (PP), que permanece no cargo até as próximas Eleições Gerais.

Os mandatos para senadores são mais longos, duram oito anos, e as eleições são alternadas. Enquanto em 2026 foram eleitos dois, em 2030 será escolhido apenas um para a cadeira ocupada por Tereza Cristina.

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