Mesmo com o adiamento da assinatura da ordem de serviço da obra de drenagem e asfalto de 13 ruas do Jardim São Conrado, moradores do bairro na Região Sul de Campo Grande marcaram presença no local onde aconteceria o evento, na manhã desta segunda-feira (19). A assinatura foi adiada devido a instabilidade climática.
Na Travessa Major Gama, local marcado para o evento, havia duas tendas montadas, mas sem as demais estruturas comuns em lançamentos, como telão e cadeiras.
Entre os moradores que buscavam explicações sobre os investimentos no bairro estava o marceneiro Mário Augusto Cuando, de 61 anos. Ele explica que o objetivo era reivindicar o asfalto em regiões consideradas mais críticas.
"Vão asfaltar só a parte de cima do bairro. Da avenida para baixo, não vai ter asfalto. Queríamos perguntar por que a parte de baixo não será contemplada. Nunca vi uma situação dessas, de asfaltar só o miolo do bairro. A água que desce daqui já causa transtornos lá embaixo. Agora, imagine com o asfalto, a velocidade com que essa água vai descer. Viemos reivindicar isso", disse.
O marceneiro mora no São Conrado há 35 anos e conta que, durante o período de chuva, tem que conviver com ruas com barro e buracos e, na época de seca, com a poeira. "O problema maior são os buracos e a dificuldade de locomoção. Para entrar na garagem e sair, é um transtorno. Tem os problemas na suspensão dos carros e os motociclistas caindo naquela avenida. É muito transtorno. Precisamos desse asfalto. Se asfaltarem até lá embaixo, vai amenizar", completou.
Nesta etapa, serão asfaltadas 13 ruas: Antônio Ignácio de Souza, Internacional, Vitória Zardo, Jandaia do Sul, Livino Godoy, Major José Pinto, Ouro Preto, Pedra Negra, Planaltina e Sargento Jonas Sérgio de Oliveira, além das travessas A, Doutor Torres e Major Gama.
A dona de casa Maria Lina de Jesus Moura, de 55 anos, mora no São Conrado há 39 anos e relatou que cansou de esperar a chegada do asfalto. "Nós, moradores, não vamos mais esperar, porque toda a água do bairro estoura nessas quadras que estamos reivindicando", disse.
Ela explica que foi ao evento para reivindicar o asfalto em todo o bairro. "A gente quer ouvir dela [prefeita Adriane Lopes] se realmente existe essa segunda etapa e para quando está prevista, porque pode ficar para daqui a mais dez anos. Se ela quer ajudar e trazer melhorias para o bairro, tem que começar lá da marginal, de baixo para cima. Se fizer como está querendo, vamos ficar sem conseguir sair do quintal por causa das valetas", finalizou.

O morador e líder comunitário Robson Ximenes, de 36 anos, defende que todo o bairro seja asfaltado. "Hoje, uma boa parcela das ruas da parte de baixo não vai ser asfaltada. Nossa ideia é criar uma comissão de moradores para acompanhar os trabalhos junto à Secretaria de Obras e buscar a ampliação do projeto, para que ele contemple toda a parte de baixo e também comece na parte de cima, principalmente nas vias que dão acesso aos dois bairros, São Conrado e Santa Emília", afirmou.
A Prefeitura de Campo Grande reafirmou que o adiamento do evento foi anunciado na última sexta-feira (16).
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