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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fontes renováveis atendem 93% do consumo de energia da Ambiental MS Pantanal

Concessionária utiliza geração solar de Cassilândia e energia eólica da Bahia na operação dos sistemas de esgoto em 68 municípios

A energia solar e a eólica respondem por cerca de 93% da eletricidade consumida pela Ambiental MS Pantanal, responsável pelos serviços de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul. Segundo a concessionária, a ampliação do uso de fontes renováveis acompanha o crescimento da infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto no Estado.

A eletricidade mantém em funcionamento estações de bombeamento, equipamentos e unidades de tratamento que operam continuamente. Dentro da parcela renovável utilizada pela empresa, 49% correspondem à geração fotovoltaica e 51% à eólica.

A energia solar está associada às usinas instaladas na Fazenda Salto, em Cassilândia. Já a eólica tem origem em empreendimentos da Bahia e é adquirida pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL), conhecido como Mercado Livre de Energia.

Esse modelo permite contratar o fornecimento diretamente de geradores ou comercializadores, com negociação de preço, volume e prazo.

De acordo com o supervisor administrativo de operações, Higor Quevedo, a mudança na composição das fontes utilizadas ganhou força a partir de 2021.

“Desde 2021, a matriz energética da Ambiental MS Pantanal passou por uma transformação significativa, com aumento da participação de fontes renováveis no atendimento às necessidades da operação”, afirma.

O supervisor destaca que o funcionamento contínuo das estruturas eletromecânicas torna a escolha das fontes de eletricidade relevante para o setor. Conforme explica, o uso de energia renovável contribui para reduzir as emissões associadas ao consumo elétrico enquanto os sistemas de saneamento são ampliados.

Para o gerente de operações, Pedro Ivo Coelho, a expansão das redes e das unidades de tratamento precisa ser acompanhada por medidas que melhorem o desempenho ambiental da operação.

“Ter 93% do nosso consumo vindo de fontes renováveis mostra que é possível expandir o saneamento e, ao mesmo tempo, buscar soluções que reduzam os impactos ambientais da própria operação”, destaca.

Nos sistemas de esgotamento sanitário, a energia é necessária desde o transporte do esgoto até o tratamento e a devolução da água ao meio ambiente, conforme os padrões previstos na legislação.

Integrante da Aegea Saneamento, a Ambiental MS Pantanal atua na coleta, no afastamento e no tratamento de esgoto no interior do Estado. A estratégia energética acompanha as obras de ampliação de redes, estações elevatórias e unidades de tratamento nesses municípios.

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