A paraguaia María Belén Arrua Cantero, que estava na casa onde os sul-mato-grossenses Wendeles Alves Espinosa e Jeferson Pereira Penariol foram mortos, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, passou a ser considerada suspeita de envolvimento no crime e ficará presa preventivamente por 90 dias. Nesta quinta-feira (22), María passou por audiência de custódia e relatou ter sido agredida e torturada por policiais bolivianos.
Conforme o site El Deber, María foi presa logo após o assassinato dos brasileiros. Ela era a única pessoa na residência além das vítimas. Inicialmente, a suspeita sobre a mulher teria surgido por causa de contradições em seus depoimentos. Durante a audiência desta quinta-feira, a defesa afirmou que ela trabalhava como acompanhante dos brasileiros e negou qualquer envolvimento no crime.
Segundo o advogado de María, Sergio Hoyos, à imprensa boliviana, a mulher sobreviveu ao ataque porque estava no andar superior do condomínio. Os disparos teriam ocorrido enquanto ela tomava banho. Após ouvir os tiros, María teria encontrado os corpos dos sul-mato-grossenses caídos no chão.
Ainda conforme a defesa, logo após encontrar os homens mortos, a mulher entrou em contato com o advogado por mensagem e enviou um vídeo da cena. “Acabei de presenciar isso, meu Deus”, teria escrito María ao encaminhar as imagens.

Crime – Os sul-mato-grossenses Wendeles Alves Espinosa, de 29 anos, e Jeferson Pereira Penariol, de 46, foram mortos em um condomínio de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na terça-feira (20). Conforme sites locais, as investigações preliminares apontam que dois homens encapuzados, vestidos como policiais, invadiram a residência e executaram os brasileiros.
Segundo a polícia boliviana, o crime pode estar relacionado ao roubo de uma carga de maconha ou à apropriação de uma remessa de substâncias controladas pelos brasileiros. Os suspeitos ainda não foram formalmente identificados.
Após os assassinatos, os dois homens fugiram em um carro, abandonado posteriormente em uma área de mata na região de Warnes, também em Santa Cruz de la Sierra. Durante a fuga, a dupla ainda teria roubado uma caminhonete de um casal. Até o momento, o veículo não foi localizado.

