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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Com mais um caso confirmado, sobe para 14 número de mortes pela chikungunya em Dourados

O Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento dos casos de Febre Chikungunya em Dourados divulgado nesta sexta-feira, dia 5, traz a confirmação da morte de um idoso, de 78 anos. Com isso, sobe para 14 o número de pessoas que morreram em decorrência da epidemia da doença que colocou o município em situação de calamidade.

O homem apresentou sintomas no dia 14 de maio. No dia seguinte foi internado no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), onde morreu na quarta-feira, dia 03. Ele era morador da área urbana da cidade e tinha doença respiratória crônica e diabetes.

Pelo menos a metade das pessoas que morreram vítimas da doença desde o início da epidemia, tem entre 69 e 82 anos; seguidas de bebês de um e três meses, de uma criança de 12 anos, e os demais tinham entre 29 e 55 anos. Dez deles são indígenas.

EM INVESTIGAÇÃO

O número de mortes em investigação por suspeita da doença também subiu, sendo agora quatro. Na área urbana os casos são de uma mulher, de 74 anos, que tinha renal crônica e hipertensão arterial sistêmica; um homem, de 71 anos, que tinha diabetes; e outro, de 43 anos, sem comorbidade relatada.

Na Reserva Indígena, é aguardado resultado sobre o caso de um jovem, de 19 anos, que apresentou os primeiros sintomas no dia 14 de março. Ele morreu na sexta-feira passada, dia 29 de maio, no Hospital da Missão.

A confirmação é feita via análise de exame pelo Lacen (Laboratório Central) em Campo Grande, para onde são enviadas todas as amostras do Estado.

CIRCULAÇÃO INTENSA DA DOENÇA

O alerta das autoridades é para a curva de positividade que se mantém em níveis elevados no município, entre 50% e 54%, ou seja, a maioria das pessoas que apresentam sintomas está mesmo com Chikungunya, o que indica intensa circulação.

“Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa”, detalha o relatório. O indicador mostra a intensidade de transmissão que acima de 5%, já é considerada ‘não controlada’ por organismos internacionais como a World Health Organization.

O relatório mostra também que a predominância no momento está na população ‘não indígena’, enquanto nos territórios das aldeias há um declínio de casos.

Ao todo, foram 4,5 mil confirmações na área urbana desde o início deste ano, sendo que mais 406 estão em investigação. Na Reserva, o total chegou a 2,1 mil confirmações e atualmente são 266 aguardando diagnóstico para confirmação.

“Os dados ainda apresentam elevado número de internações, com sobrecarga nos atendimentos da rede de Atenção Primária à Saúde em território urbano, nos serviços de urgência e emergência, bem como na ocupação de leitos hospitalares”, detalha o documento.

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