Corumbá e Ladário concentram praticamente 3 em cada 10 casos prováveis de dengue registrados em Mato Grosso do Sul neste ano, segundo boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). Juntas, as 2 cidades somam 1.125 das 3.875 notificações contabilizadas até 26 de setembro.
Corumbá aparece com 982 casos prováveis e incidência de 1.020,1 registros para cada 100 mil habitantes, a segunda maior do Estado. Em Ladário foram contabilizados 143 casos, equivalentes a 664,4 por 100 mil moradores.
A classificação utilizada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) considera alta a incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 11 municípios ultrapassam esse patamar.
Santa Rita do Pardo lidera proporcionalmente, com incidência de 2.077,7 casos por 100 mil habitantes. Também aparecem na faixa elevada Costa Rica, Jardim, Paraíso das Águas, Batayporã, Angélica, Vicentina, Pedro Gomes e Dois Irmãos do Buriti, além de Corumbá e Ladário.
No conjunto do Estado, a incidência é de 140,6 casos prováveis por 100 mil habitantes, classificada como média.
Número absoluto – Dourados tem a segunda maior quantidade de notificações, com 463 casos, atrás apenas de Corumbá. Como possui população maior, entretanto, sua incidência fica em 190,2 por 100 mil habitantes, dentro da faixa média.
Campo Grande aparece perto do fim da classificação estadual. A Capital contabilizou 59 casos prováveis e incidência de 6,6 por 100 mil habitantes, a terceira menor entre os 79 municípios.

O Estado soma 2.234 casos confirmados, 1 morte confirmada e outra em investigação. O óbito reconhecido foi de um menino de 11 anos, morador de Bonito, que morreu em 28 de junho. O boletim informa que não havia comorbidade relatada.
Nas 2 últimas semanas incluídas no levantamento, foram confirmados 12 casos distribuídos entre Nioaque, Inocência, Ribas do Rio Pardo, Bonito, Jardim, Itaporã, Amambai, Dourados e Três Lagoas. Todos os municípios permaneciam com baixa incidência no recorte de 14 dias.
Sorotipos – O documento também registra diferentes combinações dos 4 sorotipos da dengue. Em 3 municípios foram detectados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Em outros 34, não houve sorotipo detectável nas análises apresentadas.
Os registros envolvendo DENV-4 continuam sob investigação para verificar possível relação com resposta vacinal. O boletim não identifica nominalmente as cidades em cada classificação.

