Mato Grosso do Sul está entre os estados com incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (22). Apesar disso, o Estado não apresenta sinais de crescimento na tendência de longo prazo. O mesmo cenário é observado em Roraima e Santa Catarina.
Segundo o levantamento, os casos de SRAG apresentam tendência de queda no longo prazo, considerando as últimas seis semanas. Já na tendência de curto prazo, avaliada com base nas últimas três semanas, há sinais de estabilização ou oscilação. Apenas três estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Goiás, Mato Grosso e Sergipe.
Em Sergipe, o aumento é impulsionado pelo metapneumovírus, enquanto em Goiás está relacionado ao rinovírus. Nos dois estados, o crescimento ocorre entre crianças pequenas. Já em Mato Grosso, o avanço dos casos está associado à covid-19.
No cenário nacional, o boletim aponta aumento dos casos de SRAG associados ao metapneumovírus. Mato Grosso do Sul está entre os estados que acompanham essa tendência, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Sergipe.
Em relação à covid-19, o Brasil apresenta leve crescimento de casos, mas os registros de quadros graves permanecem em níveis baixos. Os sinais de aumento são observados em Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que, nos dois últimos estados, a incidência permanece em níveis muito baixos.
Entre as capitais, cinco apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ).
Outras quatro capitais, Belém (PA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC), também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus foi o vírus mais identificado entre os casos positivos de infecções respiratórias no Brasil, representando 53,7% dos resultados. Na sequência, aparecem o vírus sincicial respiratório, com 12%, o SARS-CoV-2, causador da covid-19, com 5,8%, a influenza B, com 5,3%, e a influenza A, com 3,4%.
Entre os óbitos de pessoas com resultado positivo para esses vírus no mesmo período, o rinovírus também teve a maior participação, presente em 38,2% dos registros. O SARS-CoV-2 esteve presente em 23,5% dos casos, seguido pela influenza B (9,8%), pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório) (8,8%) e pela influenza A (6,9%).

