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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Preso por morte de jovens estava na casa e confessou participação no crime

Novo depoimento aponta que Lucas Batista Ferreira passou parte da madrugada com as vítimas; polícia ainda investiga possível videochamada e ligação com facção

Lucas Batista Ferreira, de 20 anos, estava na casa de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 19, antes de as duas serem assassinadas em Rochedo, município localizado na região central de Mato Grosso do Sul. Preso por suspeita de envolvimento no crime, ele admitiu à polícia que participou das mortes, segundo o delegado responsável pela investigação.

Na madrugada de quarta-feira (23), Lucas estava no imóvel com as jovens, o irmão de Vitória, Otávio, e outros amigos. O grupo consumiu bebidas alcoólicas e, conforme os relatos reunidos pela polícia, também teria usado drogas. Parte do grupo saiu por volta das 2h30, enquanto Lucas, Otávio, Ellen e Vitória permaneceram na residência.

Cerca de meia hora depois, Luiz Carlos, conhecido como Bob Esponja, chegou ao local. De acordo com o delegado, ele iniciou uma conversa sobre drogas que estavam na casa e, em seguida, foi ao quarto onde se encontravam as jovens. As duas foram agredidas e estranguladas com uma corda. Lucas teria tentado minimizar seu envolvimento no primeiro relato, mas depois confessou que ajudou a matá-las.

O novo depoimento acrescenta informações à apuração sobre a entrada de dois homens encapuzados na residência, divulgada anteriormente. A polícia ainda busca esclarecer a sequência dos acontecimentos e a participação de cada envolvido.

Também não está confirmada a suspeita de que o assassinato tenha sido transmitido a integrantes de uma facção. Segundo o delegado, uma possível videochamada segue sob investigação: nenhuma gravação foi localizada até agora no celular, que ainda será periciado. Lucas negou integrar uma organização criminosa, e a polícia não confirmou se Luiz Carlos tinha contato com faccionados ou se recebeu ordem de terceiros para cometer o crime.

Após as mortes, Luiz Carlos teria retirado drogas e os celulares das vítimas da casa. Um adolescente apontado como responsável por esconder parte dos entorpecentes foi apreendido com a substância. Segundo a investigação, ele responderá por ato infracional relacionado ao tráfico. Lucas também deverá responder por tráfico de drogas, pois teria ajudado a retirar o material do imóvel e a repassá-lo ao adolescente.

Cinco celulares foram apreendidos durante as diligências. De acordo com o delegado, Luiz Carlos havia levado aparelhos à casa da irmã e os enterrado no fundo do terreno. A polícia pediu à Justiça acesso aos dados dos dispositivos para procurar informações sobre possíveis outros envolvidos.

Os depoimentos de Otávio ajudaram a direcionar a investigação. Sua primeira versão levantou dúvidas; em um novo relato, ele apontou Lucas e Luiz Carlos como participantes das mortes. Luiz Carlos morreu na tarde de quinta-feira, após ser baleado por um policial da Força Tática durante uma abordagem em Rochedo. Segundo a polícia, ele estava armado e reagiu. Uma pistola encontrada com ele e outros dois revólveres foram apreendidos nas buscas.

Preso por morte de jovens estava na casa e confessou participação no crime

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